A um par de horas daquela que viria a ser uma incrível atuação no segundo dia do Indie Music Fest, desencaminhámos os The Gypsies para dois dedos de conversa e satisfazer a nossa curiosidade.  A trupe cigana vem de Leça da Palmeira e é composta por seis membros: Daniel Faustino (baixo), Luís Santos (voz e guitarra), Maria Carvalho (voz, flauta e teclas), Matheus Peixoto (guitarra e teclas), Nuno Pires (voz, bateria e teclas) e Tiago Teixeira (guitarra e teclas). Deixa-te ficar por aqui e passa a conhecer melhor os The Gypies.


EF: Até agora, qual é a impressão que estão a ter do Indie Music Fest?

Nuno: Basicamente estamos com boas expectativas. Está um festival muito bem organizado, está muito fixe. O pessoal consegue-se orientar para todos os palcos para ver uma banda de cada vez.

Maria: E o espaço é bonito.

Daniel: Está muito por dentro do bosque.

Maria: É uma mancha total, por todo o sítio temos árvores, um ambiente super festivo e tranquilo.

EF: Na vossa opinião, como é o que o IMF traz de novo ao panorama dos festivais?

Maria: Primeiro, por ser mais íntimo, porque acaba por estar muito mais próximo. Não há uma distância tão grande entre cada ponto do festival. E acho que o ambiente, sem dúvida, a imagem, aquilo que nós vemos em cada sítio do recinto.

Luís: Acho que se preocupam no sentido de todo o cartaz fazer sentido e todas as bandas são do mesmo estilo e não há grandes misturas.

Maria: E é nacional.

Luís: E as misturas que há são boas.

Maria: Não há festivais nacionais suficientes como o Indie.

EF: Vocês têm tido a oportunidade de tocar nalguns palcos emergentes em Portugal e agora atuam aqui. Como é que isso vos faz sentir?

Luís: Para mim, e acho que posso falar por todos, é incrível. É sempre um patamar acima. Quanto mais melhor.

Nuno: Quanto mais exigência, mais pressão. E mais trabalhamos para isso.

Luís: É uma ansiedade boa, eu acho.

EF: O que vos levou a começar o projecto? Como começaram os The Gypsies?

Luís: Eu tinha uma banda com o Nuno e o Daniel e depois essa banda acabou e eu pensei em formar uma minha com originais. E fomos um bocado pescando os músicos e ver o que fazia mais sentido. Esta formação só está completa desde há um ano, porque nós antes éramos só três e agora já somos seis. Foi um bocado por amizade e saber que podíamos não só ser amigos como colegas de trabalho.

EF: Atualmente, a música indie está cada vez mais diversificada. Nesse sentido, como definem o vosso próprio estilo?

Luís: É difícil. (risos)

Maria: Nós já passámos por várias fases e neste momento temos um bocado das tantas fases pelas quais passámos.

Luís: E hoje em dia tudo pode ser chamado de “indie”. O facto de nós podermos meter o funk ou o blues ou o psychadelic como fica encaixado no indie é confortável metermos o estilo que nós quisermos e faz sentido.

EF: Então permite-vos ter uma certa diversidade.

Nuno: Sim, sem dúvida. Basicamente podermos fazer o que nós quisermos.

Maria: E é a parte mais divertida, realmente podermos já que somos seis e temos tanto por onde pegar é explorar várias hipóteses.

Nuno: É quase liberdade total.

EF: O que é que o público pode esperar da vossa atuação?

Maria: Espero que bem, espero que gostem.

Nuno: Que dancem.

Luís: Vai ser divertido, ser dançante.

Maria: Queremos muito baile, muito bailarico cigano. (risos)

EF: Têm algum ritual que costumem cumprir antes de entrar em palco?

Luís: Eu acho que rezo em segredo. (risos)

Daniel: Normalmente estamos a mandar vir uns com os outros. (risos)

Nuno: Sim, normalmente estamos todos a discutir.

Maria: Principalmente eu acho que nos dias dos grandes concertos levo uma grande enxerga na cabeça.

EF: Quais são os vossos planos para os próximos tempos?

Daniel: Vamos estar no Porto, no dia 12 de Setembro, a acompanhar o NOS em D’Bandada na rua de Ceuta, cá fora, às quatro da tarde.

Nuno: Fica o convite feito.

Daniel: Estamos a pensar nesse e em muitos outros.

Luís: E gravar outro EP, também é outro objetivo.

EF: Já sabem que estilo vão abordar da próxima vez?

Nuno: Funky psychadelic rock.

Daniel: Com seis elementos as coisas variam muito. Há muitas influências diferentes. Portanto é um bocado inesperado.

Luís: Mas acho que o próximo EP vai ficar mais alternativo, à partida. Se for como nós estamos a pensar.

Nuno: Muito alternativo rock, basicamente é principal mas depois como temos muitos instrumentos temos que variar e vamos dando uma “funkalhadas”.

EF: Querem fazer um último apelo?

Nuno: Fazer o convite ao pessoal para vir ver no NOS em D’Bandada, dia 12.

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