Ainda o sol não se tinha posto quando o Espalha-Factos aproveitou o descanso do guerreiro para estar à conversa com Davide Lobão, a algumas horas da sua grande estreia no Bosque do Choupal. O primeiro álbum a solo, Na Volta, foi apresentado pela primeira vez no dia 3 de setembro, no Indie Music Fest.

Espalha- Factos (EF): É a tua primeira vez aqui no Indie Music Fest. Que expectativas tens em relação ao festival e ao público?

Davide Lobão: Eu vim cá o ano passado, ver só o festival. Já conheço a malta que faz isto há uns anos mas nunca se proporcionou vir cá. E bem, este ano, não sei, o ambiente disto é diferente, estou a contar com um bom concerto e ver o que acontece.

EF: Não só estás cá pela primeira vez, como também vais fazer uma estreia importante. Sentes que é a circunstância ideal para apresentar o teu primeiro álbum a solo?

DL: Sim, para todos os efeitos estreá-lo num festival de verão com a importância local que tem o Indie, acho que é bom. Acho que é uma coisa tão boa como outra qualquer, experimentar num festival, como não se costuma fazer.

EF: Como surgiu a ideia deste teu projeto?

DL: Vem na sequência de uma coisa que eu tinha feito antes, O Diligente. Já tocava com estes mesmos músicos, só que decidi dar o passo em frente e assumir isso como sendo eu, sem outra coisa.

EF: Qual está a ser a reação das pessoas à tua estreia a solo?

DL: Para já ainda não está a ser muita. O disco só está a sair na internet, só no Facebook tenho divulgado as músicas e tenho tido mais reação do que aquilo que esperava, tendo em conta que só estou a partilhar numa página que tem 500 gostos. E tem sido bom. As pessoas não se manifestam da maneira a que estou habituado, a uma maneira muito mais na cara e andar assim mais à bruta. E isto é uma coisa mais lenta. Não dá muito para estar a descrever e é uma música muito melancólica.

EF: Achas que o Indie Music Fest vai dar-te uma certa projeção?

DL: Sabes que isso é um bocado relativo. Às vezes darmos concertos para muita gente é bom, mas acho que devemos aproveitar o momento em si. Projeção é uma coisa que vem depois e aproveita-se conforme a onda.

EF : De uma maneira geral, como descreves o Na Volta?

DL: Ele é autobiográfico e vem muito de trás. Ou seja, conta a história de muitas coisas que eu passei. Tem coisas atuais, tem coisas antigas que acabam todas por se moldar e contar uma história. Só têm sentido ouvindo no seguimento das músicas, do início ao fim, há ali coisas que se ligam de forma muito especial.

EF: Por onde vais andar nos próximos tempos?

DL: Eu estou a trabalhar agora a promoção do disco e ainda não comecei a trabalhar as datas. Já falei com algumas pessoas só que ainda não confirmei nada. Portanto teremos de esperar para ver.