LISB-ON Jardim Sonoro, dia 2: o ecletismo de Michael Mayer

Após um dia fertilmente preenchido com alguma da melhor música electrónica atual, foi a vez de o Parque Eduardo VII receber nomes como Michael Mayer, Jazzanova e Todd Terje, naquele que foi segundo e último dia do LISB-ON Jardim Sonoro.

Contrariando situações menos aprazíveis que chegaram a ocorrer no dia anterior do festival (filas intermináveis, ineficácia do carregamento de pulseiras…), o LISB-ON Jardim Sonoro optou por reforçar os seus serviços e limitar a venda de bilhetes diários, proporcionado um clima mais confortável e descontraído ao público.

O dia 2 começou logo ao início da tarde, pelas 14h, com um set de Rui Miguel Abreu, seguido de Mr. Herbert Quain, em formato live act.

Por volta das 16h, a dupla composta por Andras Fox e Oscar Key Sung, Andras & Oscar, iniciou a sua atuação ao vivo com Frienship Theme, tema de abertura de Cafe Romantica, o primeiro disco desta colaboração, editado em 2014. Os australianos fizeram questão de se apresentar a uma plateia que se ia movimentando em consonância com os instrumentais downtempo e deep house de Andras e com os vocais ténues de Oscar. Tocando temas relaxantes como Everytime I Go e o single Looking Back, aproveitaram ainda para referir que perderam algum equipamento no voo para Portugal e agradeceram a todos aqueles que prestaram auxílio na montagem do material para o espetáculo.

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“Good evening, ladies and gentleman”, disse Paul Randolph, o músico e cantor norte-americano que esteve na companhia dos Jazzanova, momentos antes de o coletivo berlinense dar início à sua atuação. Com muito boas vibrações dispersas pelo recinto, Let Me Show Ya, Look What You’re Doin’ To Me e I Human foram alguns dos temas fervorosamente recebidos pelo público. Depois de proferidas algumas palavras de agradecimento em português por parte de Randolph, relativamente familiarizado com a língua por ter vivido algum tempo na cidade de São Paulo, houve tempo para o êxito I Can See num encore que terminou com uma vénia coletiva e com a apresentação de todos os membros do coletivo feita pelo frontman convidado.

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Num live act recheado da sua house e space disco, o norueguês Todd Terje agitou o público com alguns temas do EP It’s the Arps e do seu álbum It’s Album Time, deixando-o exponencialmente em delírio com Inspector Norse e Delorean Dynamite. Talvez pela forma inesperada como o espetáculo terminou, o nórdico deixou algumas pessoas a salivar por mais ritmos dançáveis.

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Sem grandes demoras, o alemão Michael Mayer, cofundador da Kompakt, revisitiou sonoridades temporalmente distantes, realizando uma ponte para o presente. Num maravilhoso set que teve a duração de quase 3 horas e encerrou a segunda edição do festival LISB-ON Jardim Sonoro, a techno de Mayer teve ainda como condimento temas como Loud Places, de Jamie xx, Tell Me Why, de Terranova e Love Is In The Air, de John Paul Young.

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Fotografia de Beatriz Nunes.

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