Se é verdade que cada fotografia tirada é considerada um momento único e irrepetível, o mesmo se aplica para a dança, já que, por muito bem estruturada e aprendida que esteja uma coreografia, cada apresentação pode ser diferente e as fotografias desvendam muitas vezes essas diferenças. Para celebrar o Dia Mundial da Fotografia, o Espalha-Factos pediu a alguns bailarinos que escolhessem uma fotografia simbólica de si em palco. Aqui estão os bailarinos que aceitaram o nosso convite.

Margot de Andrade, ex-bailarina do Ballett Kiel

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“É especial para mim porque foi o meu último espetáculo no Ballett Kiel. A minha primeira companhia de dança, onde trabalhei durante quatro anos. Yaroslav Ivanenko foi o coreógrafo com quem, nesses anos, dancei com mais frequência. Romeo e Julieta (na foto) é o meu bailado favorito, tanto pela sua história, como pela oportunidade de me poder expressar de outras formas, algo que noutros bailados não foi tão possível, pois a mistura de emoções é muito maior.”

Bruno Duarte, bailarino da Companhia de Dança de Almada

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Fotografia de António Cabrita

“Aquando do pedido acerca de uma foto especial para mim, ou da minha foto preferida, tive imediatamente o impulso narcisista de procurar a foto mais impressionante, mais impactante e com o elemento mais difícil. Não deixei, no entanto, de comparar todas as outras fotos com esta [acima]. Apesar de muito mais simples que qualquer uma das outras – não estou a fazer nada que o comum mortal não possa fazer – sinto que tem um elemento de dualidade entre calma e tensão que espelha muito bem o instante em que foi tirada. Na peça, este é um momento em que, sozinho, faço a transição entre uma frase de grupo de alta energia – uma festa – e um dueto mais interno, mais minimal. É um desafio fazer, em cena, o corpo retornar à calma depois de uma descarga de adrenalina, e acho que a fotografia capta um pouco do que é esse esforço.”

Aline Lopes, bailarina freelancer

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“Gosto desta foto pelo que me evoca através do contraste das cores, intensidade e simplicidade do movimento, detalhe das mãos fechadas e olhos fechados. Também gosto desta foto porque foi no início da minha carreira profissional, por isso ela me lembra muito do que aprendi, senti e cresci nessa altura.”

Luís Malaquias, bailarino da Companhia de Dança de Almada

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Fotografia de João Nuno

“Escolhi esta fotografia porque é de uma das peças que mais gostei de dançar e porque estou acompanhado de algumas das pessoas que mais estimo enquanto colegas, bailarinos e amigos.”

Carolina Cantinho, bailarina e coreógrafa na Companhia de Dança do Algarve

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Fotografia de Marco Santos

“Esta é realmente a minha preferida porque estou presente naquele movimento. Estou a olhar para as minhas mãos, para mim, mas com noção de quem está à minha volta. E estava feliz naquele momento, a dançar a minha primeira (longa) criação, depois de quase dois anos de aprendizagem e trabalho, que foram muito bons para mim e nos quais cresci imenso, e estou a dançar com um elenco especial, com pessoas bonitas, que me fazem sentir bem. Gosto do estado de espírito e energia com que estou na foto e acho que isso é visível.”

João Nuno Patrício, bailarino na Quorum Academy

JNP

Fotografia de António Cabrita

“Gosto desta fotografia porque foi tirada durante um dos melhores projetos em que já participei, porque diz muito daquilo que eu sou dentro de um estúdio e porque cada um dos que está presente é o retrato do ambiente que vivo quando estou com aquelas pessoas.”