No verão de 2015 têm estreado uma grande diversidade de filmes: desde o futuro clássico de animação Divertida(mente), aos blockbusters do costume como Mundo Jurássico e Missão Impossivel: Nação Secreta, passando pelo monumental Mad Max: Estrada da Fúria e pelo poderoso indie Ex Machina. Uma tendência iniciada em 1975 pelo êxito de Tubarão de Steve Spielberg,  as chamadas Summer Seasons são a altura do ano com maior importância na indústria cinematográfica, devido à quantidade monstruosa de capital gerada pelos mais “espetaculares” filmes do ano.

Mas qual foi a melhor Summer Season de sempre? Qual foi aquele verão em que a quantidade e qualidade de escolhas era tão insuportavelmente boa que o público não sabia que bilhete comprar? Para te ajudar a decidir e a debater, o Espalha-Factos apresenta as 5 melhores summer seasons de todos os tempos (por ordem cronológica).

 

1982

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E.T. – O Extra-Terrestre, Blade Runner: Perigo Iminente, Star Trek: A Ira de Khan, Poltergeist, Tron, Mad Max: O Guerreiro da Estrada, Conan e os Bárbaros, Rocky III

No ano com a maior qualidade de ficção científica de sempre, o segundo verão da década de 80 teve êxitos revolucionários, terror psicológico e ação para todos os gostos. Desde histórias de underdogs (Conan e Rocky), ação nas suas duas vertentes mais distintas (CGI total em Tron e acrobacias perigosíssimas de Mad Max), terror familiar (Poltergeist) e 3 maneiras totalmente diferentes de utilizar o espaço como tema (ET, Blade Runner e Star Trek II).

 

1989

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Indiana Jones e a Grande Cruzada, O Clube dos Poetas Mortos, Batman, Não dês Bronca, Arma Mortífera 2, Um Amor Inevitável, Sexo, Mentiras e Vídeo.

Com um orçamento infinitamente inferior a qualquer blockbuster, os filmes de Spike Lee, Peter Weir, Steven Soderberg e Rob Reiner conseguiram, não obstante, afigurar-se como alguns dos melhores clássicos, não só do ano, como da década. A juntar-se a eles está o final da trilogia de Indiana Jones, o primeiro Batman de Tim Burton e a reunião de Mel Gibson e Danny Glover.

 

1994

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O Rei Leão, Speed: Perigo a Alta Velocidade, Pulp Fiction, A Máscara, Forrest Gump, O Corvo, A Verdade da Mentira, Assassinos Natos

Ação e comédia foram os temas do ano. A Disney começou na sua onda de adaptações Shakespeareanas, Jim Carrey provou que nasceu para interpretar Stanley Ipkiss (e o outro…), enquanto Brandon Lee mostrou tudo o que poderia ter sido, numa das melhores (e mais subvalorizadas) interpretações de sempre, em O Corvo. Os filmes de James Cameron e Jan de Bont fizeram disparar a pulsação e o de Oliver Stone, como de costume, fez disparar as críticas. E por fim, dois pequenos filmes que não alteraram em nada a complexidade do cinema no mundo inteiro: Forrest Gump e Pulp Fiction.

1999

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Matrix, O Sexto Sentido, O Projecto Blair Witch, De Olhos Bem Fechados, 10 Coisas que Odeio em Ti, South Park: O Filme, Star Wars I: A Ameaça Fantasma, A Múmia, O Gigante de Ferro, American Pie: A Primeira Vez

Ainda que com críticas pouco positivas, American Pie e A Ameaça Fantasma tornaram-se filmes de culto, devido ao desenvolvimento (no caso de Star Wars, regressão) das respectivas franchises. A partir daí, é só escolher. Desde duas animações com estilos bem distintos, um filme de aventura/terror/comédia à antiga, o mais popular (e talvez melhor) filme de found-footage, um dos mais bem construídos twists da história do cinema e uma comédia romântica de qualidade inegável. Por fim, há o filme que revolucionou o cinema de acção em mais do que uma maneira (Matrix) e a última obra-prima do melhor realizador de todos os tempos (De Olhos Bem Fechados).

 

2009

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Star Trek, Harry Potter e o Príncipe Misterioso, A Ressaca, Up – Altamente, Estado de Guerra, Moon – O Outro Lado da Lua, (500) Dias com Summer, Sacanas Sem Lei

O ano que marcou o renascimento da saga Star Trek viu vários heróis improváveis a subir ao trono. O eventual vencedor do prémio de Melhor Filme nos Oscars, Estado de Guerra, legitimou o trabalho de Kathryn Bigelow; Sacanas Sem Lei é, por muitos, considerado o melhor filme da carreira de Quentin Tarantino; a saga de Harry Potter estava prestes a atingir o clímax e a Pixar pôs o seu público a chorar nos primeiros 5 minutos de filme. Zach Galifianakis, Bradley Cooper e companhia entraram em cena e roubaram o espectáculo num dos sucessos mais inesperados da década; Joseph Gordon-Levitt provou que é dos melhores e mais versáteis atores americanos e Duncan Jones juntou-se a Sam Rockwell para nos oferecer um dos melhores filmes de ficção científica do novo milénio.

A rubrica “5“, iniciada em fevereiro de 2014, pretende trazer aos leitores cinco factos cinematográficos de quinze em quinze dias. O tema varia em todos os artigos e a abrangência do mesmo é quase inesgotável.