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‘Break Point – A Matrioska’: «o desespero é um excelente combustível»

Break Point – A Matrioska é o primeiro tomo de uma série de banda desenhada francesa. Com argumento da autoria de Philippe Saimbert  e desenho de Andrea Mutti, apresenta-se como um policial. 

A Matrioska é um cofre-forte construído com base nas célebres bonecas russas: é presumivelmente inviolável, o último grito em tecnologia. Medusa, lendário criminoso cuja identidade se desconhece, contratou quatro homens cujo passado duvidoso os levou a aceitar sem grandes hesitações esta missão suicida. William agoniza no chão do banco que acabou de assaltar e conta-nos como ele e os seus companheiros foram genialmente manipulados.”

Antes de se reformar, Medusa, um dos vigaristas e criminosos mais procurados, pretende obter a coleção de diamantes do Príncipe El Bachari, guardada no interior da Matrioska, o estabelecimento bancário mais bem protegido do mundo. Para o efeito, contrata um bando de criminosos acabados. Como o próprio afirma, “o desespero é um excelente combustível”.

Entre Alex, “a melhor lâmina do Calabrese”, e Karl, um dos melhores no ramo da soldadura submarina, encontra-se William, de 110 kilos, inseguro e refugiado através das suas muitas camadas de gordura, que o protegem de tudo, excepto do sofrimento psicológico com que se confronta. Quando Polkoff, um polícia com métodos duvidosos, o interroga, William revela-lhe a traição de que todos foram alvos.

“Conseguimos! Pagámos todos muito caros, mas chegámos lá! De qualquer forma, nunca gostei das histórias que acabam bem.”

Já no interior de uma ambulânica, o pirata informático desvenda a razão porque a amizade e o amor o levaram a cumprir 7 anos de prisão e como, posteriormente, foi ali parar, a uma Matrioska de portas abertas, apesar dos esforços dos programadores para construírem uma “boneca russa constituída por elementos que se encaixam uns nos outros”, capaz de impedir qualquer violação. “Uma donzela que defende ferozmente a sua virtude” e cuja abertura do cofre só poderia “ser accionada na esquadra da polícia através de uma ligação rádio codificada em 128 bits”. Escusado será dizer que Medusa levou a sua avante e que o sistema de segurança acabou por ser pirateado. Contudo,

“O jogo ainda mal começou e vão ver que pode ser tão subtil…”

O tomo 1 é apenas a introdução ao assalto, a reunião de “todas as peças do drama”. Break Point – O Cavalo de Tróia é a sequência deste policial que, embora entretenha, não se destaca particularmente. O desenho é bonito e existem alguns apontamentos de cores mais vistosas e frescas, em particular na representação de uma determinada memória de William, mas a paleta é dominada sobretudo por tons lamacentos, adequados à promessa da premissa.

Ainda assim, o argumento não é suficientemente forte para satisfazer o leitor. No entanto, para os fãs de banda desenhada a curiosidade é capaz de incitar à leitura do tomo 2.

Nota: 5/10

Ficha Técnica

Título: BREAK POINT – TOMO 1 – A Matrioska

Título Original: BREAK POINT, tome 1 «La Matriochka»

Argumento: Saimbert

Desenho: Mutti

Cor: Busachini

Story Board: Ricci

Editora: Edições ASA

Páginas: 48

Preço: 5,50€

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