Uma ponte em que o ponto de partida corresponde ao de chegada. Sim, é uma ponte circular e foi inaugurada na Dinamarca. A Ponte Infinita foi construída pelo Gjode & Povlsgaard Arkitekter para o festival Esculturas do Mar.

Situada sobretudo sobre as águas claras da baía onde fica o festival, antes ocupadas por um pontão (como podes ver na galeria de imagens), esta ponte será a “maior e mais exclusiva exibição de escultura ao ar livre”, com 60 metros de diâmetro, estando uma parte localizada sobre a praia e outra sobre a água. A escultura consiste em 60 pedaços de madeira idênticos assentes em pilares de aço a 2 metros do fundo do mar. A superfície da ponte encontra-se desta forma a 1 a 2 metros do nível da água, dependendo da maré, e a sua curvatura segue os contornos da paisagem da baía, incluindo a foz de um pequeno rio que se estende da floresta até à praia.

A ponte atinge um antigo cais onde no passado atracavam barcos a vapor que traziam as pessoas da cidade que vinham até à praia para relaxar e se divertir. Na encosta da praia encontra-se o histórico Pavilhão Varna, que fora em anos um destino popular da zona, com restaurante, terraços e uma pista de dança. “A Ponte Infinita restabelece esta conexão histórica e oferece uma nova perspetiva sobre a relação e a paisagem circundante”, refere Niels Polvlsgaard, parceiro e co-fundador do Gjode & Povlsgaard Arkitekter, em declarações ao Archdaily. 

O outro co-fundador, Johan Gjode, refere também que este festival foi uma oportunidade de única de trabalhar na proteção da costa dinamarquesa e ao mesmo tempo instalar a ponte numa área mais inacessível. Ambos os fundadores do projeto têm trabalhado com o intuito de aliar a arte à arquitetura, para que as pessoas possam apreciar a primeira numa nova perspetiva.

Mas na verdade, para Gjode, a verdadeira arte está na natureza, na cidade no horizonte, no porto e na relação de tudo isto com a água. Segundo o próprio, em declarações ao Archdaily, esta escultura baseia-se sobretudo em “experienciar o ambiente circundante e tornar-se consciente da relação entre a cidade e a paisagem da baía […] ao mesmo tempo que cada um de nós se insere num espaço de interação social com as pessoas que estão na ponte a observar o mesmo panorama”.

Como a ponte se situa ao nível da água, quando a maré estiver alta os visitantes poderão saltar diretamente para a água e voltar novamente à ponte, ou apenas sentar-se e molhar os pés, conforme refere o CityLAb.