A espera fora enorme, e o desespero ainda maior. Os Ratatat lançaram na passada sexta-feira (17) o seu novo álbum, Magnifique, o primeiro em cinco anos. Apesar daquilo que a dupla foi dando a conhecer recentemente, o sentimento que fica é o de que o disco não faz jus ao título.

Magnifique permitiu, muito devido ao seu tempo de espera, que fosse sendo construída uma enorme expectativa. Os temas lançados pelo duo de Brooklyn previam algo de muito bom e acabaram por lançar algo que, não sendo mau (longe disso!), deixa muito a desejar. Oxalá façam melhor figura na próxima edição do Vodafone Paredes de Coura.

A faixa introdutória é espetacular e faz prever que algo de épico se aproxima. O piano e a guitarra, numa mistura de música erudita com rock, são uma belíssima nota de boas vindas para o ouvinte. Que comece a viagem.

A temperatura aumenta com Cream on Chrome. Um ritmo contagiante, uma guitarra que aconchega, um groove incomparável. Este foi o primeiro tema de Magnifique a ser conhecido e é certamente um dos melhores de todo o alinhamento do disco. E quando ao fim de 03:35 minutos pensamos que a música chegou ao fim, parece que o ouvinte é presenteado com uma espécie de “encore” por pouco mais de meio minuto.

Sintonizando agora para Magnifique, encontramos um interlúdio efetivamente magnífico. Mais uma faixa que promete imenso. E as expectativas são preenchidas com mais um single deste álbum. Abrasive é o tema que faz qualquer um saltar e dançar. Não há nada de negativo a apontar a esta música. Soa ao estilo habitual dos Ratatat, tem a qualidade fantástica dos Ratatat, melhor não poderia ser.

Em Countach, voltamos ao apaixonante hip hop alternativo que se pode ouvir noutros projetos do duo. Trata-se, sem dúvida, de outra grande música que merece destaque positivo. Drift e Supreme são músicas ideais para ouvir num dia dedicado à preguiça. Com um ritmo lento e um toque tropical, é a banda sonora ideal para ficar deitado ao sol, a apreciar estes dias de verão.

Num ponto intermédio do álbum temos o single Nightclub Amnesia. É uma música com um pendor mais eletrónico. A sonoridade é bastante interessante, porém, não é tão cativante como outros músicas que se fizeram ouvir ao longo do alinhamento. No entanto, não deixa de espelhar a genialidade dos Ratatat.

Rome, Pricks Of Brightness I Will Return são músicas que apresentam mais do mesmo. Não trazem inovação nenhuma e chegam a ser aborrecidas.

Outro remata o disco ao estilo da própria introdução: de forma épica, com piano em tom de despedida. A viagem chegou ao fim.

Depois de ouvir Magnifique fica apenas a desilusão. É um bom álbum, é certo, mas não nada de inovador neste disco, e são muito poucas as faixas que agarram o ouvinte do início ao fim. A meu ver, o melhor álbum dos Ratatat continua a ser LP3, de 2008. Ouve-o aqui e tira as tuas conclusões. Magnifique é um excelente álbum, porém longe de ser realmente magnífico.

Nota Final: 7,7/10

Magnifique