Após o lançamento de quatro EPs nos últimos dois anos, chegou finalmente, na passada sexta feira (10), o álbum de estreia dos Years & YearsCommunion, apesar de ser um álbum rodeado de enormes expetativas, este primeiro longa duração do trio inglês não gera outra sensação para além de frustração.

Os Years & Years começaram a dar cartas na música em 2012 e, desde então, foram lançando alguns temas que fazem parte deste novo disco. Na verdade, seria muito mais viável para a banda lançar um EP com as faixas que foram revelando nos últimos meses. Em Communion, os Years & Years querem dar mais de si mas, na verdade, o grupo de Olly Alexander acabou por jogar pelo seguro e por não mostrar nada de muito interessante. São temas que não saltam à vista e não geram tanto hype como os singles que os fãs já conheciam.

O álbum começa bem, com o tema Foundation. Trata-se de uma música que gera alguma expectativa, num crescendo bem conseguido, tanto no que toca ao arranjo instrumental como ao arranjo vocal de Alexander.

Segue-se Real, a catapulta para o sucesso dos Years & Years, lançada em 2014 . É uma música bastante viciante, um ritmo que convida a dar um pezinho de dança. Sem dúvida, uma das melhores faixas do álbum.

 

Shine é outro tema lançado previamente pelo grupo e que também se destaca positivamente neste Communion. O eletropop assenta que nem um luva na voz do vocalista. É uma canção alegre, ritmada, e tem um refrão bastante bom.

Pelas mesmas razões destaco a música Worship. É uma música ideal para ouvir a toda a hora, e fica mesmo no ouvido! Mais um tema com um refrão forte.

Elevando um pouco mais a fasquia, o álbum oferece os temas King Desire. Basicamente encontramos neste tema mais ritmo e mais vontade de dançar. São as duas músicas mais mexidas e, juntamente com Real, as melhores de todo o álbum.

Num ritmo mais desacelerado e com um magnífico arranjo de piano, encontramos em Communion o tema Memo. Neste momento o álbum atinge o seu ponto mais sentimental. É mais uma prova de que os Years & Years têm uma capacidade incrível de criar músicas com refrões marcantes, que ficam no ouvido.

No conjunto de faixas completamente novas neste álbum, destacam-se poucas músicas pela positiva. Num registo eletrónico, porém mais suave, temos a faixa Ties. É de facto a primeira surpresa no álbum, porque depois de cinco singles e uma faixa um pouco aborrecida, finalmente encontramos algo de novo e relativamente bom.

No mesmo sentido destaco também uma canção cujo o nome já começa a ser pouco original. Depois de Imagine Dragons e Marina And The Diamonds, 2015 recebe novamente uma música com o título Gold.

Num ponto intermédio, Border apresenta-se como uma boa música, energética, porém um pouco dececionante em alguns momentos. É uma canção que relembra o verão e o espírito aventureiro inerente a umas boas férias.

Na versão deluxe, os Years & Years dispõem de cinco faixas extra. É aí onde se encontram as maiores desilusões. I Want To Love Lion são músicas que deixam qualquer um frustrado. A primeira apresenta-se como um tema pop, misturado com eletrónica e um toque de house entediante. A segunda começa bem, promete muito, mas assim que Alexander começa a cantar, o entusiasmo desaparece de imediato.

Communion é, portanto, uma grande desilusão. Os singles que a banda foi divulgando nos últimos meses prometeram muito e na hora de mostrar um trabalho de produção mais extenso o resultado ficou muito aquém do esperado. Os Years & Years têm um enorme potencial que deverá ser mais aproveitado no futuro.

Ouve já Commuinion na versão deluxe:

Nota Final: 6/10