No passado sábado, o Passeio Marítimo de Algés encheu-se mais uma vez para o último dia da edição de 2015 do NOS Alive. O cartaz prometia imenso e as expectativas foram (mais uma vez) superadas.

Com uma maior afluência do que no dia anterior, o terceiro dia do NOS Alive contou com nomes como HMB, Disclosure, Flight Facilities, Sam Smith, entre muitos outros.

Às 18 horas, o Palco NOS foi estreado pelos HMB. O funk apoderou-se do público, num ritmo contagiante. Ao som de Feeling o público bateu palmas, saltou e cantou sem parar. Ao fim de duas músicas, Héber Marques decidiu dar um toque de kizomba à atuação, uma kizomba bem ritmada, bem animada, sem destoar do registo do grupo. O concerto, no entanto, sofreu uma quebra de entusiasmo a dado ponto. Num alinhamento com músicas ideais para dançar passou-se para um conjunto de músicas mais calmas. Felizmente, os HMB conseguiram recuperar no final a energia com que começaram.

De seguida subiram os Counting Crows ao palco. A música estava excelente, já o espírito do público… nem por isso. Nem mesmo ao som do famoso tema Mr. Jones a plateia vibrou. Foram precisas mais algumas músicas para levar o público ao rubro – especialmente com a conhecida Acidentally in Love. 

Enquanto isso, no Palco Heineken, atuavam os Dead Combo. Uma atuação espetacular, marcada pelo som psicadélico, envolvente, viciante. O público estava claramente a adorar!

Às 21 horas, e com uma pontualidade impressionante, Sam Smith e a sua banda sobem ao Palco NOS. O cantor sabe como fazer uma entrada em grande. O concerto foi como que um folhear do diário pessoal do músico. Smith falou daquilo que a música significa para ele, de quando assumiu a sua verdadeira orientação sexual, e outros episódios da sua vida pessoal. O concerto de Sam Smith foi concebido para os fãs que o seguem desde cedo. A atuação começou em grande com o tema Together, uma música que Sam gravou há alguns anos e que não consta do seu álbum de estreia, In The Lonely Hour. O público acompanhou as letras de músicas como Lay Me Down e Stay With Me. O cantor admitiu que o seu álbum era deveras “deprimente”, mas não foi esse o espírito que dominou a atuação. O alinhamento contou com alguns momentos mais divertidos, nomeadamente quando Sam se retirou por uns minutos e deslocou as luzes da ribalta para os seus backing vocals – de excelência, fica a nota.

O concerto teve também um espaço de homenagem a Amy Whinehouse: o britânico cantou o famoso tema Tears Dry On Their Own. Outro momento alto deste concerto passou-se quando Sam Smith cantou Can’t Help Falling In Love de Elvis Presley, a primeira música que cantara depois da sua delicada operação às cordas vocais. Num dos versos, o músico emocionou-se e quase chorou perante o público. Foi portanto um concerto marcado por momentos emocionantes. A atuação fechou em grande ao som de Latch, numa versão acústica.

Seguiu-se a atuação de Chet Faker, que abriu o concerto com a música Cigarettes and Chocolate do seu EP de estreia. O concerto atingiu o seu ponto mais alto ao som o famoso tema No Diggity. Numa atuação demasiado curta, o australiano tocou temas como Blush, 1998, entre outras. Teria sido fantástico se Faker tivesse tocado a música Bend. Infelizmente, Faker foi a maior desilusão deste terceiro dia de NOS Alive.

Eis que chega a hora do último concerto no Palco NOS. Numa entrada em grande, os Disclosure fazem-se ouvir. O público delirou do início ao fim. A atuação esteve recheada de temas do próximo álbum da dupla, Caracal. White Noise dava início a um espetáculo inesquecível. Depois seguiu-se uma série de novidades. A dupla tocou Hourglass, o tema colaborativo com Lion Babe. Seguiram-se Jaded e Super-Ego (em colaboração com NAO). Quando se pensava que o melhor já tinha passado, uma plataforma levanta o cantor Kwabs e o público delira com Willing And Able. Os Disclosure podem saber como fazer uma entrada em grande, mas o mesmo não se pode dizer nas despedidas. A dupla abandonou o palco com uma despedida apressada. Mas segundos depois, Guy Howard Lawrence voltaram para tocar Help Me Loose My Mind e mandar a casa pelos ares com Latch.

A melhor forma de terminar o NOS Alive foi sem dúvida no Palco Heineken. Os Chromeo deram um concerto fenomenal. Hot Mess levou o público ao rubro e Come Alive trouxe o delírio total. Cada música elevava a fasquia, quer em termos de energia, quer em termos de alegria e entusiasmo. Num concerto que começou às três da manhã, o tempo nunca foi uma preocupação. Apenas interessava a música e o espaço disponível para dançar! David Macklovitch adorou o público português. A dupla, após abandonar o palco, não ficou indiferente ao entusiasmo do público e ainda voltou para tocar Fall Back 2u.

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Fotografias de Beatriz Silva