É sem dúvida um dos maiores flagelos dos smartphones atuais. Quanto maiores os ecrãs e mais finos os aparelhos, maior é também a probabilidade de haver ecrãs partidos ou telemóveis dobrados. Mas para o primeiro cenário nem tudo está perdido.

A Universidade de Bristol, no Reino Unido, está a desenvolver um novo tipo de material para os ecrãs dos telemóveis. O objetivo? Reparar-se a si próprio se alguma vez for quebrado numa queda. Pode parecer obra do diabo, mas trata-se de uma tecnologia que está prestes a ser uma realidade.

Inicialmente pensada para a indústria aeronáutica, as propriedades do material são tão polivalentes, que podem ser aplicadas noutras áreas, como nas pinturas e nos para-brisas dos carros e nas turbinas eólicas, para além do mercado dos telemóveis.

Segundo o cientista Duncan Wass, responsável pelo desenvolvimento do material, em declarações ao jornal The Independent, esta invenção baseia-se no corpo humano. “Nós não evoluímos para resistir a qualquer dano, (…) se nos aleijarmos, nós sangramos, surgem as crostas e curamo-nos. Acabamos de colocar esse mesmo tipo de função num material sintético: vamos ter algo que se pode curar a si mesmo”, explicou.

Há quem já esteja bem atento aos desenvolvimentos desta nova tecnologia. É o caso, por exemplo, da L’Oreal. A aplicação em vernizes para as unhas é uma das potencialidades observadas pelo laboratório francês.