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Apsarases: SetUp de Rui Horta

O destaque deste Apsarases vai para SetUp, obra coreográfica já premiada de Rui Horta. A peça estreou em julho de 2005 no Festival Danse à Aix, em Aix-en- Provence, em França e é até hoje considerada uma das criações mais representativas da carreira do coreógrafo português.

Rui Horta começou a dançar aos 17 anos nos cursos do Ballet Gulbenkian. Em Nova Iorque, completou a sua formação enquanto bailarino, intérprete e professor e só em 1984 regressou a Portugal para dirigir a Companhia de Dança de Lisboa. Posteriormente mudou-se para a Alemanha para dirigir a SOAP, uma companhia de dança residente no Künstlerhaus Mousonturm, em Frankfurt.

No seu definitivo regresso a Portugal, já em 2000, fundou, em Montemor-o-Novo, um centro multidisciplinar de experimentação artística, o Espaço do Tempo. Paralelamente, o coreógrafo foi sendo artista convidado de diversas companhias internacionais, nomeadamente do Culberg Ballet, do Ballet Gulbenkian ou do Grand Ballet de l’Opéra de Genéve. Já várias vezes premiado e distinguido, Rui Horta recebeu, entre outros, o Grand Prix de Bagnolet, o Deutsche Produzent Preis, o Prémio Acarte e a Cruz de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Segundo Rui Horta, SetUp partiu de uma pesquisa sobre a percepção no espaço teatral e vive dos detalhes, dos espaços esquecidos e de ”um universo espacial intrigante onde o mote é a comunicação e a intimidade.” Neste ato radical de rejeição, de pré-definições e convenções, a peça transforma e torna flexíveis os papéis de bailarino e espetador. Subvertem-se o espaço físico, a acção, o texto, o objectivo e os personagens de forma a que se lance um novo olhar sobre o modo de comunicar e interagir.

Em SetpUp, tanto o espaço da plateia como o espaço em palco, assumem-se como lugar de transgressão, de insegurança e de dúvida. SetUp é, assim, o lugar da experiência do corpo.

Numa obra em que o corpo é sinónimo e antónimo para tudo, Rui Horta afirma que a “Percepção, questões de identidade, multiplicidade de pontos de vista e falta de verdadeira comunicação são conceitos que ganham corpo nesta encenação da não-comunicação. A reacção do corpo perante uma agressividade latente entre três homens em tensão e a urgência da fala… e quando a palavra não chega, o corpo transporta a única comunicação possível.”

Coreografia: Rui Horta, em colaboração com os intérpretes.
Concepção, cenário, desenho de luz, realização vídeo: Rui Horta
Interpretação: Nicola Carofiglio, Bruno Heynderickx, Anton Skrzypiciel
Vídeo/multimédia: Hélder Cardoso
Música: Tiago Cerqueira

Direcção técnica: Nuno Borda de Água
Técnico de som: Pedro Costa
Produção, tour manager nacional: Rui Horta, Filipa Hora

Co-produção: O Espaço do Tempo, Ministério da Cultura/Instituto das Artes, Festival Temps d’Images, Trafó — House of Contemporary Arts, Centro Cultural de Belém, Tanzhaus NRW, Festival Danse à Aix, Faro, Capital Nacional da Cultura, Château Rouge — Annemasse, ReggioParmaFestival/ReggioEmiliaDanza
Apoios: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Instituto Camões, Fundação Calouste Gulbenkian

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