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Lost In Translation #2: Fargo

Começa a ser apanágio dos novos tempos a diversificação nas apostas de séries televisivas, seja através de novos formatos, como True Detective, que cada temporada conta uma estória, seja de novos meios, exemplo disso é a Netflix, ou, como é o caso em questão, seja através de um filme.

Fargo, a série, surge de Fargo, o filme dos irmãos Coen de 1996 que esteve nomeado para sete categorias na Gala dos Oscars de 1997 e acabou mesmo por conquistar o galardão de Melhor Atriz em Papel Principal e de Melhor Argumento.

16 anos depois, a rocambolesca trama passada grande parte em Bemidji, uma pequena cidade do estado americano do Minnesota, foi adaptada ao pequeno ecrã pelas mãos dos realizadores Adam Bernstein (Californication), Randall Einhorn (The Office), entre outros, e pelo guionista Noah Hawley (Bones), sob a tutela da FX. Os irmãos Coen assumiram a função de produtores executivos.

Uma série que atingiu em média os dois milhões de telespectadores por episódio esteve longe de ter semelhante sucesso – salvaguardadas as proporções populacionais – em território nacional, quer através do canal TVCINE Series, onde estreou a 4 de maio do ano passado, quer pelo MOV, cuja estreia se deu em abril passado.

O desconhecimento de Fargo, ou a sua transmissão exclusiva em canais premium, inicialmente, e no cabo, mais tarde, deverá ser a única justificação para o pouco êxito desta série, que arrecadou o Golden Globe de Melhor Minissérie e Melhor Ator.

Billy Bob Thornton é absolutamente magistral na execução do papel de vilão completamente desprovido de sentido de humanidade – Lorne Malvo, um anti-herói que dá rasgos de Walter White, em Breaking Bad. Sendo o galardão de Melhor Ator inteiramente justo, o elenco de Fargo não fica pelo antigo cônjuge de Angelina Jolie: Bob Odenkirk, Alisson Tolman – que representa genialmente o papel de detetive Molly -, Kristen Dunst, Martin Freeman e Keith Carradine estão também presentes.

Em Fargo nada é deixado ao acaso, nem aquela que pode parecer a mais irrelevante personagem, nem aquele mais ínfimo pormenor. Numa produção onde a excelência de planos e de diálogos imperam, o drama desenrola-se embrulhado em pedaços de humor negro, de situações absurdas e de charadas e metáforas. É, sem espaço para dúvidas, uma das melhores séries dos últimos tempos.

FX já confirmou uma segunda temporada de Fargo, que será uma prequela da primeira, onde se irá desenvolver a carreira de Lou Solverson, pai da detetive Molly, que será interpretado por Patrick Wilson. Nick Offerman Ted Danson também foram recrutados para a segunda temporada, cujo primeiro episódio deverá estrear pelo outono.

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