Alvin Ailey é a cara do Passo a Passo deste mês. Alvin Ailey deu à dança a universalidade e igualdade até então por muitos rejeitada associando o movimento moderno à cultura popular e multirracial.

Nascido a 5 de Janeiro de 1931 no Texas, o coreógrafo e bailarino tornou-se uma das cabeças do mundo da dança do século XX.  Com apenas 12 anos, Ailey deixou o seu berço e mudou-se para Los Angeles na procura de melhores condições de vida. Excelente aluno e desportista, qualquer dúvida se dissipou em Ailey quando assistiu a um espectáculo do Ballet Russo de Monte Carlo.

Em 1949 começou os estudos em dança contemporânea com Lester Horton. Logo no ano seguinte, integrou a companhia do professor que se tornou seu mentor e maior exemplo. Com a morte de Horton, Ailey tomou a frente da Lester Horton Dance Theater como director e iniciou o seu trabalho como coreógrafo. Em 1954, Ailey deu os primeiros passos na Broadway com o musical House of Flowersno ano seguinte integrou o elenco do The Carefree Tree e dois anos mais tarde protagonizou Jamaica

Alvin Ailey American Dance Theater, escola que fundou em 1958, foi o apogeu da sua carreira enquanto coreógrafo. A decisão de fazer uma tour internacional em 1960 levou a escola aos ouvidos do mundo e, passados poucos anos, Alvin Ailey deixou os palcos dedicando-se exclusivamente às coreografias. Em 1969, Ailey formou a Alvin Ailey American Dance Center. Nenhuma das escolas esqueceu as sementes que lhes deram origem e são ainda hoje dos centros de ensino de dança mais prestigiados do mundo.

Revelations, obra ritual de celebração espiritual, e Blues Suite, produção que vai beber às origens do coreógrafo, são as suas criações mais reconhecidas. Um pioneiro em programas de promoção da arte como educação, Ailey interviu em comunidades subdesenvolvidas e produziu mais de 80 criações. Em 1988, Ailey recebeu o prémio Kennedy e em 2014 foi relembrado com a Medalha Presidencial da Liberdade como reconhecimento do seu contributo e compromisso com os direitos humanos e a dança na América. No primeiro de dezembro de 1989, Alvin Ailey faleceu com SIDA.

 “Não somos negros, brancos ou qualquer outra coisa que não bailarinos”. – Alvin Ailey

 Vê agora Revelations, uma das suas peças mais conhecidas: