O segundo dia do NOS Primavera Sound bateu o recorde de lotação. 28 mil pessoas rumaram até ao Parque da Cidade do Porto para ouvir um dia com muita boa música. Patti Smith, Antonuy and the Johnsons, Belle and Sebastian e Jungle foram os mais concorridos da noite.

Às 17h abria oficialmente o segundo dia do Primavera, com a Banda do Mar a atuar para uma plateia bastante recheada. Os 45 minutos de concerto trouxeram ao Parque da Cidade um pop-rock bastante agradável e orelhudo. Nota muito positiva para o conjunto composto por Marcelo Camelo, Mallu Magalhães Fred Ferreira. 

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Prejudicados pela hora, afinal Patti Smith tocava à mesma hora, os Viet Cong tiveram pouco público no Palco ATP, mas mereciam mais. A banda representa o futuro do rock com diversos apontamentos electrónicos. Fixem este nome.

Rumamos novamente a oeste para o Palco NOS, onde Patti Smith celebrava o 40.º aniversário de Horses. De olhos fechados, nem nos apercebíamos de que estávamos a ouvir um concerto dado por uma pessoa de 68 anos. Que energia! Ela nunca para, sempre a mexer-se, sempre a dançar, sempre a incentivar o público. Birdland, Free Money e Kimberly foram canta em uníssono provocando um momento épico no Primavera.

Foto cedida pela organização – © Hugo Lima

Foto cedida pela organização – © Hugo Lima

Os The Replacement deram um dos concertos mais enérgicos da noite, mas nem sempre com a resposta à medida do público. Depois do concerto de Patti Smith, o público dividiu-se entre os outros palcos, a zona de restauração ou até para sentar na toalha e descansar as pernas. Apesar disso, estes norte-americanos vindos do Minneapolis esforçaram-se e deram um concerto com muito rock. Fica a sugestão para darem um nome mais positivo à tour, pois Back By Unpopular Demand parece ter sido um mau presságio.

Foto cedida pela organização – © Hugo Lima

Foto cedida pela organização – © Hugo Lima

Às 23h, o Palco Super Bock era um dos mais concorridos pelo público. Belle and Seabastian deram um concerto muito bom. A vasta panóplia de instrumentos contribuiu para termos um grande espectáculo de folk. Nota positiva para os agudos incríveis de Stuart Murdoch. Que facilidade!

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À 00h15, fez-se silêncio em três dos quatro palcos do NOS Primavera Sound. Era hora de ouvir Antony and the Johnsons. Magia, foi o que aconteceu no Palco NOS. Antony Heagarty acompanhado de uma orquestra de 40 elementos parou o rock e trouxe a sua art-pop. A plateia, ao contrário daquilo que acontecera em Barcelona, manteve-se em silêncio e respeitou o espetáculo. Hope There’s Someone foi o momento alto, num concerto carregado de emoção.

A 1h40 do dia 5 de Junho de 2015 vai ficar para sempre marcada como a hora da decisão. Três concertos para ver. Não havia uma escolha óbvia. Run the Jewels, Jungle e Ariel Pink. Graças à proximidade geografia optamos pelos dois primeiros. Os Jungle que deram a música para o principal spot publicitário do festival não desfraldaram as expectativas. A electrónica dançável “caiu que nem ginjas” para o público que precisava de aquecer.

No Palco ATP foi o hip hop quem reinou com batidas pesadíssimas e rimas proferidas a 300 km/h. O público também não parava, sempre de braço no ar, da esquerda para a direita, para trás e para a frente. Fica a sensação de que esta banda merecia um palco maior, afinal de contas os Run the Jewels já não pertencem ao clube All Tomorrow’s Parties, eles já conseguem fazer festa hoje.

Fotografias: Joana Isabel Mendes