A Arte da Guerra é um livro constituído por estratagemas militares cujo objetivo passava por ajudar os generais a conseguir a vitória durante um conflito militar. Apesar de muitas noções estarem datadas e de alguns conselhos serem uma questão de senso comum, esta é uma obra que, ainda assim, vale a pena ler pelos conselhos que poderão ser aplicados a várias situações de vida.

“A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar.”

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Apesar de a existência de Sun Tzu continuar a ser questionada por vários historiadores, a sabedoria apresentada n’A Arte da Guerra fez com que a obra se tornasse num clássico literário, lido por milhares em todo o mundo. Escritas estão várias estratégias militares que pretendem auxiliar um exército à vitória num confronto.

Mais de 2000 anos depois alguns dos conselhos desta obra continuam intemporais. Existem capítulos dedicados a numerosos aspetos bélicos, tais como Estratagemas de Ataque, Manobras Militares, Pontos Fortes e Pontos Fracos, o Uso de Espiões, entre outros. Ao longo do livro e dos seus capítulos vários conselhos e aspetos da guerra são apresentados por tópicos intrinsecamente relacionados com o tema que está a ser abordado.

Aquele que conhece o inimigo e se conhece a si mesmo sairá vitorioso de cem batalhas; aquele que se conhece a si mesmo mas não ao inimigo por cada vitória conquistada conhecerá uma derrota; aquele quenão se conhece a si mesmo nem ao inimigo será derrotado em todas as batalhas.”

Escusado será dizer que em vários aspetos técnicos da guerra este livro está bastante desatualizado, nomeadamente ao referir os equipamentos utilizados num conflito bélico. Todos nós sabemos que os carros de mantimentos, a cota de malha e a espada não seriam utilizados nos dias de hoje em caso de conflito. Os ataques de fogo praticamente foram substituídos pelo uso de bombas. Atualmente existem mais do que cinco notas musicais. No entanto no que toca à psicologia de um exército, bem como ao uso do planeamento de táticas, este livro detém uma variedade de sugestões para todos os “generais” interessados em gerir um conflito.

É certo que muitos de nós não irão partir para um conflito sangrento; contudo muitos dos conselhos desta obra, quando ponderados numa perspetiva mais atual, poderão ser bastante úteis. Sun Tzu ensina-nos a importância de nos conhecermos bem a nós mesmos, bem como aos nossos “inimigos”, a importância de introduzirmos disciplina no seio do nosso “exército”, ao mesmo tempo que tratamos os nossos “soldados” como humanos, o quão importante é planear os nossos “ataques”, entre outros conselhos.

“O verdadeiro objetivo da guerra é a paz.”

Para algumas pessoas estes conselhos não passarão de uma questão de “senso comum”. No entanto, é isto que acaba por tornar A Arte da Guerra num livro intemporal. Sim, é uma questão de senso comum; no entanto há erros que cometemos e que poderiam ter sido evitados se existisse maior sabedoria da parte do “general”.

Muitas pessoas que leram este livro pegaram na sabedoria de Sun Tzu e aplicaram-na aos tempos modernos. Tal é o caso da Callibrainpor exemplo, que fez um vídeo com base nos conceitos desta obra:

A Arte da Guerra, a meu ver, é um livro que todos os grandes líderes ou mesmo pessoas comuns deveriam ler. Apesar dos detalhes datados e dos conselhos de senso comum, este livro acaba por transmitir uma sabedoria, quer no que toca a gerir um grupo, quer em conselhos que poderão ser aplicados à vida quotidiana.

De certa forma acaba por ser um livro de autoajuda que ensina a importância de conhecemo-nos bem a nós próprios e a importância de planearmos vários aspetos da nossa vida. Este será, certamente, um livro que voltarei a ler de modo a “relembrar” os conselhos de um homem cuja vida foi centrada na arte de fazer a guerra.

Nota final: 8.5/10

Título original: The Art of War
Autor: Sun Tzu
Editora: Bertrand Editora
Ano de lançamento desta edição: 2009
Número de Páginas: 103