images

Agenda Aparte. ‘Jardim Suspenso’ no palco do D. Maria II

A Agenda Aparte volta para te mostrar o que podes ver nos palcos portugueses durante toda a próxima semana.

Esta semana, damos especial destaque à estreia de Jardim Suspenso no Teatro Nacional D. Maria II, uma peça que fala de amor e ódio em simultâneo. Escolhemos ainda destacar uma peça passada numa Terra Encantada, outra que é uma encenação de um texto de Beckett, Nobel da Literatura em 1969. Destacamos ainda um espetáculo de performance, que faz um autêntico convite aos espetadores a desafiarem os seus preconceitos. Para esta semana, destacamos ainda a peça Vai Vem por ser aquela mais baratinha, mas que promete ser uma verdadeira demonstração de teatro físico.

Também na Agenda Aparte desta semana, João Patrício, redator de Música, sugere-te o espetáculo The Rake’s Progress.

  • Estreia

Jardim Suspenso

jardim_suspenso

Teatro

28 a 31 de maio

5.ª a sábado às 21h15 e domingo às 16h15

Teatro Nacional D.Maria II

Lisboa

Uma história de amor. Um amor não correspondido a que se entrega Lúcia, uma jovem arquiteta que investiu todas as energias na construção de um depurado jardim sem plantas. Ao mesmo tempo, é uma seta certeira dirigida ao coração das verdades que costumamos dar por adquiridas e às aparências que não deixamos de vestir cada vez que saímos de casa. Em Jardim Suspenso, Abel Neves assina um texto aparentemente simples mas que adquire uma enorme complexidade, pois é uma história sobre a nossa condição humana.

O dramaturgo português reflete sobre as relações familiares e o microcosmo em que se sustenta a nossa (in)felicidade. E confronta-nos com o poder das palavras simples, essas que surgem quase sem nos apercebermos, e que, à mínima fenda, acabam convertidas em facas letais. Palavras com as quais prometemos o impossível e com as quais frustramos as expectativas. Palavras que, de repente, já não servem porque não há mais ninguém que as possa ouvir. Em Jardim Suspenso, desfilam emoções como ódio, amor, raiva, frustração, impotência, medo, dúvida. Neste labirinto, as personagens são confrontadas, contrapondo razões e emoções que desconhecem ou não percebem, num diálogo de surdos.

Preço: entre 17 euros e 5 euros.

Consulta mais informações, aqui.

  • Vai Voltar

Terra Encantada

terraencantada

Dança

30 de maio

21h30

Auditório Museu do Oriente

Lisboa

Terra Encantada é um espetáculo de dança oriental protagonizado pela conceituada bailarina Sara Naadirah. Também coreógrafa e professora de dança oriental, Sara dedica-se há doze anos a esta arte milenar onde soma um currículo extenso. Com a sua dança, já inconfundível, cria os seus próprios espectáculos, anima os mais variados eventos, promove cursos e workshops leccionando a centena de alunos e aspirantes a profissionais.

Pela terceira vez, sobe ao palco do Auditório do Museu do Oriente, desta feita para apresentar o seu novo espectáculo Terra Encantada. Trata-se da visão de um viajante curioso que nas suas deambulações pelo mundo encontra um local misterioso, com uma energia diferente de tudo que viu. Aí, é surpreendido por uma invulgar bailarina que, com as suas irmãs, irão envolve-lo com as suas danças carregadas de memórias e sentimentos. Segredos serão revelados e ele deslumbrado, render-se-á àquela Terra Encantada.

Preço: 15 euros.

Consulta mais informações, aqui.

  • Pelo País

À Espera de Godot

Godot_retocado

Teatro

6 junho

21h30

Cine Teatro Louletano

Loulé

Em cena, dois anti-heróis tragicómicos: VladimirEstragon. “Nada a fazer” é a primeira fala da peça, dita por EstragonVladimir responde: “Começo a ter a mesma opinião”. E passa o tempo, enquanto esperam por Godot. Entram no palco Pozzo e Lucky, em que o último é escravo do primeiro. A Lucky, quando lhe é dada a oportunidade de falar, tem um discurso ininteligível. O oprimido não verbaliza a sua opressão. Um rapaz anuncia que Godot não vem. O tempo passa, e tudo se mantém inalterado.

Parece que os humanos até hoje nada mais têm feito que esperar por Godot. A encenação de Luís Vicente enfatiza a problemática no plano social, numa abordagem pouco comum ao texto de Beckett, Nobel da Literatura em 1969. Para dar vida às personagens, podemos ver atores como Pedro Lima, Pedro Laginha, Luís Vicente e Réne Barbosa.

Preço: 10 euros.

Consulta mais informações, aqui.

  • Lá de fora

Walking: Holding

wholding_1428922509

Teatro

30 e 31 de maio

11h30 às 13h30h e 15h30 às 17h30h

Teatro Maria Matos

Lisboa

Walking: Holding é um espetáculo de performance integrado no ciclo Gender Trouble, um projeto House on Fire, com o apoio do Programa Cultural da União Europeia. De Rosana Cade, artista sedeada em Glasgow, pretende romper com ideias hegemónicas sobre género e poder no seu trabalho performático, convidando os espetadores a desafiarem os seus preconceitos ao colocarem-se na posição de outras pessoas.

Walking: Holding é uma experiência social sob a forma de um passeio nas ruas da cidade pela mão de estranhos. Durante 30 minutos, cada espetador é levado a passear pela cidade de mãos dadas com várias pessoas, cuja idade, género e aparência é sempre diferente. Este espetáculo é uma experiência única e desafiante, que explora preconceitos, ligações pessoais espontâneas e as reações do público à expressão de diferentes tipos de sexualidade.

Preço: 5 euros.

Consulta mais informações, aqui.

  • Em conta

Vai Vem

vaivem

“Quatro personagens, as suas histórias, um naufrágio e o alto mar. Encontrar o amor, escapar ao passado, fugir ao dever e encontrar um lugar onde voltar a semear, motivam a decisão de partir destes seres que sem bilhete de volta naufragam num oceano imenso…”, este é o mote ideal para assistir a esta peça.

Vai Vem é um espetáculo de teatro físico produzido pela Gato SA sob a direcção de Juan Carlos Agudelo Plata, director da Companhia Colombiana Casa Del SilencioHelena Rosa, Maria Leonardo, Raul Oliveira e Tomás Porto interpretam este espectáculo recentemente estreado na Barraca, em Lisboa, fruto de um arrojado projeto luso-colombiano iniciado em setembro de 2014, que integra a programação da 16ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André (MITSA) que arranca no próximo dia 1 de junho.

Preço: 3 euros (1 espetáculo) e 7 euros (3 espetáculos).

Consulta mais informações, aqui.

  • Sugestão Espalha-Factos

The Rake’s Progress

11350117_1089118477769580_1188171047_n

Ópera

29 de maio a 6 de junho

20h, ecepto 31 de maio que se realiza às 16 h

Teatro Nacional D. Carlos 

Lisboa

The Rake’s Progress é uma ópera escrita por Chester Kallman e Wystian Auden e já inspirou o ballet e o cinema no século passado. A composição musical é da autoria do famoso Igor Stravinsky. A operá será estreada no próximo dia 29 de maio, no Teatro Nacional D. Carlos (Lisboa) e conta com a direção musical da maestrina Joana Carneiro e com a encenação de Rui Horta.”

Mais Artigos
Kid Quick
‘Kid Quick’ é a nova personagem não binária da DC Comics