A casa onde Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, viveu e acabou por se suicidar vai agora ser transformada num museu de homenagem à banda de Manchester.

A propriedade, situada no número 77 de Barton Street, Macclesfied, foi adquirida por Hadar Goldman, fã acérrimo da banda, que pagou 115 mil libras pela moradia, mais 75 mil libras em taxas para reverter o processo de compra por parte de outro investidor.

Para além de fã dos Joy Division, Goldman é também músico e empresário e diz ter sido inspirado pela campanha que ocorreu no IndieGogo, site de angariação de fundos, no qual um grupo de fãs de banda planeava adquirir a moradia e transformá-la num museu, embora não tivessem conseguido alcançar o objetivo financeiro.

Peter Hook, colega de Ian Curtis nos Joy Division, já manifestou o seu agrado por esta iniciativa: “Acho que é um grande elogio alguém querer fazer um museu sobre uma banda que mudou culturalmente o mundo da música. O Ian tem um legado fantástico, e o facto de as pessoas se sentirem inspiradas por ele só pode ser bom sinal”.

Contudo, Bernard Sumner, guitarrista da banda, não ficou tão satisfeito com este acontecimento, pelo que expressou a sua preocupação de que a casa se possa tornar num “monumento ao suicídio”.

Em 2007, a moradia já havia sido utilizada como cenário no filme Control, de Anton Corbjin, sobre a vida e obra dos Joy Division.

Assinalaram-se, na passada semana, os 35 anos da morte de Ian Curtis. O músico suicidou-se a 18 de maio de 1980, aos 23 anos de idade, dias antes do início previsto para a tour americana dos Joy Division.