dj ride

Queima das Fitas de Coimbra, 2015 – O Sexto Dia

A Queima das Fitas trouxe mais uma épica noite de concertos, naquele que foi o sexto dia da semana mais esperada pelos estudantes de Coimbra. D.A.M.A., Tara Perdida e DJ Ride foram os nomes que subiram ao palco principal.

Passava pouco das 23h quando os D.A.M.A. deram início ao seu concerto. Em dia de Chá Dançante e num horário invulgar para um dia de Queima, o número de pessoas a assistir não era tão alto comparando com dias anteriores mas, ainda assim, centenas de estudantes marcaram presença na plateia. A banda agradeceu a comparência do público e deu um fantástico espetáculo. A Balada do Desajeitado foi das primeiras canções apresentadas, unindo as vozes dos espectadores. Seguiu-se uma cover de Re-Tratamento, dos Da Weasel, o single Às Vezes e Luísa, temas que a plateia sabia de cor. A banda lisboeta apresentou ainda uma versão de Save The World misturada com Don’t You Worry Child, dos Swedish House Mafia. O Maior foi o último tema cantado antes do encore, que incluiu Young, Wild and Free, de Wiz Khalifa e a repetição de Balada do Desajeitado.

dama

Os Tara Perdida subiram ao palco minutos depois. Membros da banda envergavam t-shirts negras onde se podia ler “luto”, em memória ao vocalista João Ribas que em março do ano passado perdeu a vida, vítima de doença respiratória. Tiago Afonso, o novo vocalista, abriu o set com Vou P’ra Longe. Pernas P’ró Ar foi o tema que se seguiu, não sem antes se ouvir um grito de homenagem a João Ribas. “Punk até à morte!”, gritou o guitarrista Rui Costa. O público fez-se ouvir, exclamando “Ribas!” repetidamente. Batata Frita teve direito a mosh em frente ao palco e, enquanto a poeira assentava, o vocalista dedicou a música seguinte, Memórias, ao pai que havia sido operado nesse dia. O concerto continuou noite fora com temas do novo álbum, mas também dos anteriores. Ouviu-se Patrícia (Melhores Dias Te Esperam) e Até Ao Fim, dedicada a Ribas e cantada pelo guitarrista Rui Costa. Dono do Mundo encerrou o concerto, mas ainda houve tempo para o encore, durante o qual se escutou Lisboa e Nasci Hoje.

tara perdida

DJ Ride foi o artista que se seguiu. Às duas e meia da manhã, aquele que é um dos melhores DJs do seu género em Portugal subiu ao palco e deixou o público extasiado. Apresentando um som que conjuga hip hop, música electrónica e bass com alguns refrões mais catchy do panorama comercial dos dias de hoje, Ride transformou o Queimódromo numa gigantesca discoteca durante duas horas, abafando até a música das tendas ao fundo do recinto. Milhares de estudantes levantaram a poeira do Parque da Canção, dançando e saltando vigorosamente. Houve tempo para uma surpresa durante a atuação quando Gisela João, fadista portuguesa, se juntou a Ride no palco para cantar o refrão de Gente da Minha Terra.

dj ride

No fim do espetáculo de Ride, subiu ao palco o Coral Quecofónico do Cifrão, tuna da Faculdade de Economia, faculdade a que foi dedicado o dia de ontem. Estava assim encerrada mais uma noite de concertos, mas não sem antes subirem ao palco os fitados e cartolados de Economia, como já é tradição.

A festa continuou nas tendas. Assim que batem as seis da manhã, por todo o recinto se ouve a Balada da Despedida. Por entre lágrimas e abraços apertados, os estudantes, alguns muito relutantemente, abandonam o Queimódromo a passo lento e pesado.

Amanhã há mais.

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