O quarto dia da Queima das Fitas de Coimbra trouxe mais um épica noite de concertos. O palco principal recebeu três grandes nomes do hip hop português: Dillaz, Sam The Kid e Mundo Segundo.

Como acontece em todos os serões, o palco principal recebeu primeiramente uma tuna, desta vez feminina: as Mondeguinas abriram a sessão e durante cerca de meia hora entretiveram o público com as suas canções originais. O grupo foi fundado em maio de 1993 e conta atualmente com 40 elementos ativos.

Depois da tuna ter vagado o palco, foi a vez de Dillaz brilhar. O público mostrou-se muito recetivo e, apesar do número de pessoas a assistir ontem ter sido consideravelmente inferior ao dos dias anteriores, milhares de estudantes resistiram ao cansaço e dirigiram-se ao recinto na última madrugada. O rapper atuou de forma distinta, sendo acompanhado de perto pelos seus fãs que o aguardaram nas primeiras filas. Pelas duas da manhã, Dillaz saiu do palco para entrar Sam The Kid e Mundo Segundo, cabeças de cartaz deste quarto dia de Queima.

dillaz

Considerado como uns dos rappers mais influentes do hip hop português, Sam The Kid subiu ao palco e provou ser merecedor desse rótulo. Um dos pontos altos da atuação (pelo menos para a jovem referida a seguir) aconteceu durante a canção Sofia, quando Sam pediu aos seguranças da plateia que deixassem subir ao palco uma rapariga chamada Sofia. Assim foi, e Sofia acompanhou Sam ao longo da canção, visivelmente entusiasmada. Poetas de Karaoke, o tema mais comercial do rapper, uniu as vozes de todo o público para o refrão. O concerto terminou antes das quatro da manhã, hora a que subiu ao palco a Estudantina Feminina de Coimbra para fechar a noite de concertos.

sam the kid

Quem não quis dar a noite por terminada, dirigiu-se às tendas eletrónicas e palco secundário, onde vários DJs prolongaram a animação até ao encerramento do recinto. David Antunes, do programa 5 Para a Meia Noite, atuou na tenda Licor Beirão. Houve tempo para uma surpresa a meio do espetáculo: Rui Unas juntou-se a David Antunes para algumas canções, deixando o público extasiado. Às seis da manhã a música parou e os estudantes foram “convidados” a abandonar o recinto. O som das bengalas a bater no metal e os gritos académicos desafinados daqueles que não querem ir para casa substituem a música que lhes foi tirada. Mas há que ir descansar, amanhã há mais.