Os ensaios em Viena já começaram e a primeira semifinal é já daqui a uma semana. Analisamos as músicas que faltam e começamos a aquecer para o período mais decisivo do ano para todos os eurofãs. Na edição desta semana juntamos quatro canções, entre elas as pior e melhor qualificadas nas previsões.

San Marino

O pequeno país semeado no meio de Itália é, a par de Portugal e da Moldávia, a nação a concurso menos cotada em todas as apostas pré-Festival. E não é para menos.

Quebra os níveis de qualidade alcançados nos últimos dois anos pelo país e não acreditamos que consiga repetir a façanha de alcançar a finalíssima. Chain of Lights não parece uma canção feita em 2015 e não dizemos isto num bom sentido. É datada, até no videoclip. O efeito dos raios de luz parece saído de um episódio daquelas séries dos anos 90 que davam ao sábado de manhã. Ralph Siegel esqueceu o que foi aprendendo sobre a Eurovisão nos últimos anos e fez uma canção desatualizada e incoerente. Um tema que mistura, sem qualquer propósito visível, caraterísticas de balada com um pop que já não se usa e a algumas tentativas de childish-rap. A completar o desastre fica a interpretação fraca do duo composto por Anita e Michele. Para iluminar esta participação só mesmo acendendo muitas velinhas. NO!.

http://youtu.be/l5of_gx0kjA

Sérvia

Bojana Stamenov é a representante da antiga república jugoslava e Beauty Never Lies é um hino de aceitação dos vários tipos de beleza. Não podemos dizer que há inovação no tema abordado, e a maneira como a canção está ‘vestida’ também não é especialmente moderna. Acreditamos que, por ser uma das poucas entradas do ano com mais de 100 batidas por minuto pode destacar-se. A presença em palco e potência vocal de Bojana são essenciais para o sucesso desta canção que, no entanto, continua a não ser nada de especial.

http://youtu.be/qJrJVsOQwEc

Suécia

Em 55 participações, o país escandinavo acumula 21 presenças no top5, três das quais nas últimas quatro edições. É uma das maiores potências no certame e uma das nações que mais atenção dedica à seleção e qualidade da participação dos seus representantes.

Måns Zelmerlöw, com Heroes, arrisca-se a conquistar mais uma presença no top5 ou até mesmo uma vitória. Talhada para ficar nos ouvidos dos ouvintes, sobressaiu no Melodifestivalen com uma mise en scéne peculiar. Não sendo uma canção-sensação como Euphoria, tem no carisma do intérprete um grande ponto a favor e na maneira como se apresenta em palco o seu wow-factor. Além disso, não podemos negar, é um excelente tema pop.

http://youtu.be/AoO1V_eOEPA

Suíça

No momento certo e exatamente uma semana antes da primeira noite de Festival, analisamos a última canção. Mélanie René diz que é o seu tempo para brilhar (Time to Shine). A intérprete dá tudo o que tem no tema que representa os helvéticos em 2015, mas esta é uma canção que não mostra muito mais do que temos visto em edições anteriores. Estamos perante a fórmula “tema guerreiro com toques tradicionais e intérprete que sabe como gritar num palco”. Aliás, a edição 2015 do Festival é muito pouco inovadora nas composições a concurso, o que nos leva a assumir que houve várias escolhas que, não sendo péssimas, também não passam muito além da qualificação de medianas.

http://youtu.be/_n_pXW3p74Q

Recap da Semana

  • Ramon Galarza vai acompanhar Hélder Reis nos comentários às três noites do Festival da Eurovisão. Continuamos sem perceber porque é que a Sílvia Alberto fica em casa;
  • O primeiro ensaio de Leonor Andrade em Viena será já amanhã às 16h10 de Lisboa. A canção nacional continua em último nas apostas, pelo que a preparação para a semifinal poderá ser decisiva para melhorar o score do tema português. Suzy, que também nunca foi além do antepenúltimo lugar nas apostas, acabou em 11.º na primeira semifinal e ficou a um ponto da qualificação;
  • Avançar em conjunto. Os semáforos de Viena são, na semana eurovisiva, estandartes de uma mensagem de apoio à comunidade homossexual. Para avançar ou para esperar, são casais do mesmo género que indicam as prioridades no trânsito da capital austríaca.

  • A canção italiana venceu a votação da OGAE Internacional e reforça, lado a lado com Suécia e Estónia, o seu favoritismo.
  • O Espalha-Factos vai reunir fãs e amigos do Festival da Eurovisão para três EF Euronights. O evento realiza-se pela segunda vez, em parceria com a Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA e decorrerá nas instalações da instituição, no campus da Avenida de Berna.