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‘Everybody’: vamos estar todos em palco

Nos dias 8 e 9 de maio, Antonio Tagliarini estreia em absoluto Everybody na Culturgest. O espetáculo que marca o regresso do italiano aos palcos portugueses, vai confrontar o público ao ponto de o tornar numa das partes do texto da peça.

O começo deste projeto foi há um ano e meio em Itália. O dramaturgo Jaime Conde-Salazar Pérez juntou-se a Antonio Tagliarini e em conjunto trabalharam quatro questões fundamentais do teatro: tu amas-me, tu vê-me, consegues ouvir-me e morres por mim. A partir daqui seguiram-se vários momentos do que viria a ser Everybody. O fundamental era trabalhar com a comunidade. Foram várias as experiências que fizeram, desde wokshops com profissionais e amadores, a criação de um salão de baile, o trabalho com adolescentes ou a atuação numa praça. Antonio descreve este último encontro como subtil entre intérpretes e espetadores, onde o público não percebia o que era verdadeiro ou falso.

Depois surgiu o desafio de Everybody no teatro, em que teriam de conceptualizar algo para um espaço concreto. Ao lado de Antonio e Jaime estarão André Cabral a dançar e Inês Nogueira a cantar. “A vida dá- nos informação concreta da dança e sobre o teatro, não são algo em separado, é contínuo não se separam”, a frase é de Jaime Conde-Salazar, que acrescenta que neste espetáculo a luz, o som , o corpo e as respostas do público também farão parte do texto da obra.

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A juntar a uma banda sonora com Amália Rodrigues e a Morte do Cisne vão estar questões diretamente dirigidas ao público. Não são questões objetivas ou demasiado íntimas, o importante será despertar o pensamento e também ele fará parte desta peça.

Neste espetáculo, André Cabral dança com movimentos improvisados mas com a linguagem coreográfica de Antonio Tagliarini. Um dos objetivos fundamentais de Everybody é refletir sobre a dança inserida no teatro. Quando alguém dança numa peça, todos vimos, aliás aqui, no teatro, conceptualiza-se o olhar sobre a dança. Em comunidade, a experiência é bem diferente, onde há quem olhe, se sinta olhado e se faça olhar. E se ao longo da história da dança a voz dos bailarinos é muitas vezes deixada de lado, isso é uma das preocupações em Everybody.

Há uma legenda que incorpora uma conversa com  Antonio e a voz do próprio intérprete junta-se aos movimentos corporais. De facto, Everybody está repleto de observações sobre a forma como respondemos às questões que nos vão surgindo no dia-a-dia, seja por palavras, com movimentos ou reações.

“Um, mas cada um”, é a forma que Antonio Tagliarini encontra para definir Everybody. Esta é uma peça que chama o público para palco, afinal é ele quem vai acompanhar a peça durante uma hora e pode mudar o rumo do espetáculo com a sua presença. Se existir algo que não corra bem na estreia, Antonio Tagliarini não tem medo de fazer alterações, até porque já o fez em outros espetáculos. O público é parte da peça.

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