Há um novo festival nas margens do rio Douro. Mas não é apenas mais um festival. O Indouro Fest apresenta argumentos muito válidos para, de norte a sul do país, rumarmos a Gaia, nos dias 2 e 3 de maio.

1) A rentrée dos festivais “de verão”

Já não precisamos de esperar pelo NOS Primavera Sound para entrarmos nos festivais de verão indie. Também a norte (onde tudo é melhor, dizem alguns) a Ilha dos Flamingos, plataforma criativa no âmbito musical, pensou num festival cosmopolita, urbano e alternativo, que vai ajudar a fazer o aquecimento para o que aí vem. Mas não consideremos este evento apenas como uma espécie de warm up, pois há muitos mais argumentos para não faltar a este evento.

2) A localização

O festival decorre em plena zona histórica de Gaia entre o Mosteiro da Serra do Pilar, onde estará instalado o palco 1,  e o Jardim do Morro, onde se situará o palco dois. O Mosteiro, Património da Humanidade, constitui um conjunto museológico de grande interesse e oferece dali vistas incríveis sobre a cidade do Porto. Por sua vez, o Jardim do Morro, bem junto ao tabuleiro da Ponte D. Luís, oferecerá um ambiente bucólico aos festivaleiros e uma acessibilidade privilegiada visto que tem uma estação de metro literalmente dentro dele.

Indouro

3) O cartaz

Não são as modas ou o ambiente que mais importam a quem é verdadeiramente melómano, por isso, ao Indouro Fest não faltam argumentos musicais. O lineup, dividido por dois palcos, apresenta uma seleção eclética e sobejamente atraente para os amantes dos vários tipos de música.

Se os cabeças de cartaz – os ingleses Clinic, no sábado, e os seus conterrâneos British Sea Power no domingo – já seriam suficientemente atraentes, há ainda os também britânicos The Lucid Dream e Toy ou os franceses TristesseContemporaine, só para citar alguns.

4) Um palco “à borla” com muita e boa música portuguesa

No palco “secundário”, com o apoio Fnac, situado no Jardim do Morro,  todos podem assistir a concertos de bandas portuguesas que têm a oportunidade de se dar a conhecer e divulgar os seus projetos. Entre nomes mais conhecidos, como Lur Lur ou The Weatherman, surgem outros aos quais se deve dar atenção como Rated with an X ou Eat Bear, por exemplo.

5) “Eu fui à primeira edição do Indouro Fest”

Pelos motivos acima descritos poderemos vivenciar uma experiência diferenciada que poderá vir a inscrever o seu nome na história dos festivais em Portugal. Não sabemos o futuro, mas os argumentos apresentados pelo Indouro Fest fazem prever o início de uma bonita relação entre o público português, os projetos musicais nacionais e internacionais mais alternativos e a paisagem deslumbrante envolvente ao festival.

Os bilhetes para o Indouro Fest encontram-se à venda nos locais habituais e custam entre 35€ (um dia) e 55€ (os dois dias). A programação completa pode ser consultada aqui.