Falta menos de um mês para o Festival Eurovisão da Canção e as canções concorrentes continuam em desfile pela rubrica #EurovisãonoEF. Na edição de hoje teremos Lituânia, Malta, Moldávia, Montenegro e Noruega.

Lituânia

A Lituânia tem um dos muitos duetos da edição deste ano e junta Monika Linkytė e Vaidas Baumila. This Time é a canção que o país de leste apresenta a concurso. Alegre e sorridente, como uma paixão de primavera, vem trazer o amor numa espiral acelerada a uma edição que tem estado recheada de drama. Aos geeks eurovisivos pode parecer uma melhoria da aposta que Malta fez no ano passado, numa canção que sendo parecida está muito mais recheada de carisma e cuteness. O refrão é repetido algumas vezes a mais do que devia, mas com tanta felicidade no ar nós até perdoamos.

http://youtu.be/oD0XTvKcUk4
Malta

É a segunda Warrior deste ano, depois de já termos apresentado a canção da Geórgia. A escolha da pequena ilha recaiu finalmente em Amber, que tentou a sua sorte na final nacional pela quinta vez. É um hino de combate no qual sons místicos se encontram com dubstep, o que já não é novo na Eurovisão. No videoclip, a intérprete nem sempre parece ter toda a garra que a canção pede. A forma como a música for cantada ao vivo e como a cantora chegar às notas mais altas será determinante para a classificação do país, que não tem aqui uma prestação muito inovadora.

http://youtu.be/wevxW3l_tkg
Moldávia

A música de Eduard Romanyuta teve uma travessia difícil até ao Festival da Eurovisão, tendo sofrido acusações de plágio e manipulação dos votos. É compreensível a dificuldade dos moldavos em perceber que esta canção vença seja o que for. A Moldávia apresenta pelo segundo ano consecutivo uma música que tem lugar garantido nos rankings das piores do ano. A produção é absolutamente demodé e já em 2005 soaria a b-side de um qualquer Adam Lambert de trazer por casa. Performance vocal, letra ou total ausência de carisma não melhoram o cenário.

http://youtu.be/mVN723iwj8c
Montenegro

Os balcânicos apostam em Knez, um dos mais bem-sucedidos músicos do país, na edição 2015 da Eurovisão. A composição é do sérvio Željko Joksimović e quase nem precisávamos de o anunciar, porque é percetível aos primeiros acordes da música. A melodia embala-nos e estava aqui tudo para uma regular (e bem-sucedida) balada étnica, mas perto do minuto e meio de canção há uma espécie de aceleração despropositada, e mal colada, que torna a canção absolutamente incoerente.

Parece que, a dado momento, alguém se apercebeu que havia muitas canções lentas e que precisava de introduzir ritmo. Fê-lo da pior maneira. Knez não tem culpa da má composição de Joksimović, mas a sua interpretação esquecível faz menos pela música do que as suas companheiras de coro.

http://youtu.be/4giAO-2aICo
Noruega

Mørland & Debrah Scarlett formam um duo especialmente feito para esta ocasião. A Monster Like Me é um tema dramático sobre elementos de um casal que desiste um do outro. Se a problemática abordada não é muito original, a interpretação ganha por ser seguríssima, numa balada muito bem construída e orquestrada. Pura classe, realçada no videoclip criado para a promoção da música. E repararam que há um peru assado a voar no videoclip?

http://www.youtube.com/watch?v=U1td70yaoS8

Recap da Semana

  • Portugal lançou novas versões de Há Um Mar Que Nos Separa, apesar de não haver qualquer expetativa de termos qualquer outro idioma na interpretação em Viena. A canção nacional continua longe de ter bons resultados nas previsões, embora tenha subido de 39.ª para 37.ª nas apostas internacionais.
  • Christer Björkman, chefe da delegação sueca, comentou que em caso de vitória da Austrália, seria a Alemanha a sediar o Festival Eurovisão da Canção, o que motivou reações de Frank-Dieter Freiling, presidente do Grupo de Referência da União Europeia de Radiodifusão, que classificou as declarações do cantor sueco como precipitadas e infelizes.
  • Já está concluída a construção do palco do Festival deste ano, anuncia a organização austríaca. Vê aqui algumas imagens: