São portugueses internacionalmente reconhecidos e estão para a representação como o Cristiano Ronaldo está para o futebol. São daqueles casos em que poderíamos escrever “dispensam apresentações”, mas preferimos apresentá-los, um por um, num artigo de orgulho nacional. No mês de estreia da série The Messengers, que conta com a participação de um português conhecido nos quatro cantos do mundo, o Espalha-Factos junta atores com uma característica em comum: sucesso internacional.

  • Joaquim de Almeida

Joaquim de Almeida representa o primeiro caso de sucesso luso no estrangeiro. Em 1976 mudou-se para Nova Iorque e em 1982 começou a carreira cinematográfica no filme The Soldier. O seu primeiro papel de destaque chegaria no ano seguinte com The Honorary Consul, onde contracenou com estrelas internacionais como Michael CaineRichard Gere e Bob Hoskins. Desde então não parou mais.

Na televisão fez parte do elenco de séries como Once Upon A Time e Bones, em 2013, RevengeMissing e O Mentalista, em 2012, Crusoe em 2009, Wanted em 2005 e ainda 24, em 2004.

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Em O Mentalista

Naturalizou-se norte-americano, mas integra com alguma regularidade produções nacionais, tendo participado em sucessos como Capitães de abrilOs Imortais e Contraluz. Em 2013 protagonizou A Gaiola Dourada, ao lado de Rita Blanco, filme que conquistou a primeira posição do ranking nacional do ano.

Fluente em seis línguas, o mais internacional ator português já trabalhou em Inglaterra, Espanha, França, Itália, Brasil, Argentina e Alemanha, num total de mais de 70 filmes. Trabalhou com grandes atores e realizadores como Harrison FordGene HackmanKim BasingerAntonio BanderasBenicio del ToroPaul WalkerKiefer Sutherland e tantos outros.

Em mais de 30 anos de carreira, viu o seu talento reconhecido várias vezes, tanto em entregas de prémios nacionais como internacionais. Foi ainda condecorado pelo Presidente da República como Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique, a 10 de junho de 1992.

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Em A Gaiola Dourada

  • Nuno Lopes

Nuno Lopes é um desses casos de sucesso no estrangeiro. Em 2002 teve um papel de destaque na telenovela brasileira de horário nobre, Esperança. O sucesso foi tanto que o ator temeu deixar a representação devido à fama. “De repente, seres o herói da novela das 20h00 no Brasil é equivalente a seres da família real britânica. (…) era impossível fazer o que quer que seja”, afirma o ator.

Em 2012, integrou o filme franco-português Linhas de Wellingtonque lhe valeu o Globo de Ouro na categoria melhor ator de cinema. No mesmo ano fez parte da coprodução franco-suíça Operation Libertad e, em 2014, da série internacional A Odisseia de Homero, transmitida em Portugal pela RTP2.

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  • Rita Blanco

É uma das atrizes mais irreverentes do panorama nacional e tanto é capaz das melhores prestações em personagens cómicas, como em grandes papéis dramáticos. Rita Blanco estreou-se na peça Mariana Espera Casamento, de Jean-Paul Wenzel, sob a direção de Luís Miguel Cintra, em 1983. Na televisão deu corpo a personagens que jamais esqueceremos em projetos como Médico de Família (SIC), A minha Sogra é uma Bruxa (RTP), Conta-me Como Foi (RTP) e mais recentemente como coprotagonista da telenovela Sol de inverno (SIC).

Apesar de ser conhecida do grande público pelo seu trabalho em televisão, ao longo da carreira Rita Blanco dedicou-se também à sétima arte, tendo sido dirigida por nomes como Manoel de Oliveira, João Mário Grilo, João Canijo e João Botelho. É precisamente no grande ecrã que a atriz portuguesa se tem revelado ao estrangeiro. Em 198, participou no filme francês Le cercle des passions, sendo esta a sua primeira experiência cinematográfica. Em 2003 integrou o elenco de Dead Man’s Memories, uma coprodução austríaca e alemã, e posteriormente no filme francês Amour. Em 2013 protagonizou a comédia A Gaiola Dourada, do luso descendente Rúben Alves.

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Em A Gaiola Dourada

  • Paulo Pires

Também Paulo Pires conta com projetos estrangeiros no currículo. O ator que agora integra o elenco da telenovela Única Mulher e que em 1997 venceu o Globo de Ouro para ator revelação, teve o seu primeiro papel na telenovela brasileira Salsa e Merengue em 1996. Posteriormente, em 2002, deu cartas em França, participando no telefilme Les Frangines. Porém, foi em terras de “nuestros hermanos” que mais vezes deu provas do seu talento: participou em três episódios da série Los Serranos, um ano depois integrou o elenco da série Fuera de Control e ainda de Ellas y el sexo débil, a grande aposta do canal espanhol Antena3 para a rentrée de 2006. Mais recentemente, em 2011, participou no telefilme La Baronesa, filmado em Barcelona.

Em Portugal, estreou-se em televisão em 1997 na série A vida como ela é, transmitida na RTP. Desde então foi acumulando projetos de sucesso, quer em televisão, quer no cinema e no teatro.

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Estes são os atores que não se deixaram ficar por terras lusas, mas que também não quiseram beneficiar um só país com o seu talento. São os que provam que nem só com o mercado americano sonham os atores portugueses e nem só para os Estados Unidos Portugal exporta talento. Nos últimos anos, várias têm sido as participações nacionais em projetos franceses, espanhóis, italianos e… brasileiros. Mas isso fica para uma próxima. Fica atento!