A primeira edição de abril do Apsarases abre portas para aquele que é, por excelência, o mês dedicado ao universo da dança. A obra de destaque desta semana é de autoria da coreógrafa e bailarina portuguesa Olga Roriz e remonta ao ano de 1996. Propriedade Privada surgiu como homenagem aos 100 anos da arte do cinema e teve estreia absoluta no Teatro Nacional São João, no Porto. 

Na sequência da comemoração dos seus quarenta anos de carreira e dos vinte anos de vida da companhia a que deu origem, Olga Roriz decidiu, para o ano de 2015, concretizar a antiga vontade de revisitar Propriedade Privada. Passados dezanove anos, a criadora, que até então não acreditava conseguir encontrar intérpretes que fizessem jus ao elenco original da peça, revela agora que nada lhe “dará mais prazer neste ano em festa do que revisitar com um elenco renovado, esta peça icónica.”

Beatriz Valentim, Carla Ribeiro, Marta Lobato Faria, Sylvia Rijmer, André dos Campos, Bruno Alexandre e Bruno Alves completam o novo elenco para a peça a estrear em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, a 22 e 23 de maio, seguindo depois, a 11 de julho, para o Porto, no Teatro Rivoli e, a 31 de outubro, para o Centro Cultural de Ilhavo.

Em Propriedade Privada, o crime, a alma e o corpo são os agentes principais:  uma obra artística que vive da agressão, da violência que remonta ao holocausto.

Propriedade Privada é construída de uma matéria espessa proveniente da mistura de cimento, desejo, sonhos passados, mentiras, cal, jogos perversos, dor, uma câmara escondida, água, tempo que passa, sangue e perigo eminente.” Olga Roriz (maio de 1996)