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StarUp MINTY: uma “montra global” para criadores de moda nacionais

Chamam-lhes “empresas embriões” ou “novas empresas”, são pequenos projetos que estão agora a ver a luz do dia e que têm como missão lutar contra o mau panorama económico que o país enfrenta atualmente. Com a StarUp, o Espalha-Factos pretende divulgar a história daqueles que conseguiram iniciar uma companhia startup e que, assim, trouxeram ao mercado de trabalho verdadeiras estrelas da inovação comercial. Inspira-te e, quem sabe, não és o protagonista da próxima edição da StarUp.

Ana Cravo e João Figueiredo têm em comum o gosto pela moda. Frequentadores assíduos de eventos nacionais como o ModaLisboa ou o Portugal Fashion, onde dizem haver “um esforço enorme em promover criadores de moda”, rapidamente se aperceberam do “vazio” que a isso se seguia. E como muitas das startups que vão surgindo, Ana e João transformaram uma “falha” numa ideia de negócio. Assim nasceu a MINTY – uma plataforma online destinada a promover criadores de moda nacionais. Na primeira edição desta rubrica, o Espalha-Factos esteve à conversa com a dupla criadora do projeto e conta-te os seus planos para o futuro.

Queremos acolher a moda nacional, apoiar os criadores

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Reunindo numa espécie de catálogo online as criações de alguns nomes da moda nacional – dos emergentes e promissores aos já consagrados -, Ana e João querem dar “continuidade ao esforço promovido” pelos eventos de moda e ser “uma espécie de montra global” para os criadores portugueses. “Queremos acolher a moda nacional, apoiar os criadores“, garante a dupla de Aveiro.

Mas a MINTY “é muito mais do que uma loja online“, revelam. Conscientes do sinuoso caminho que os novos criadores têm de atravessar até à consagração, Ana e João pretendem libertá-los de tarefas dispendiosas para quem se estreia nestas andanças – como o desenvolvimento de conteúdos ou o trabalho fotográfico profissional. “Eles são criativos por natureza e os criativos por natureza têm tendência a descurar certas partes do negócio”, dizem. É aí que a MINTY “entra em palco“.

Com parcerias estabelecidas com entidades como o Estúdio de Fotografia ITS ou a agência Models Factory, Ana e João querem “simplificar a vida” a quem decide fazer da criação de moda a sua arte. Temos um serviço de expedição do atelier ao consumidor final. O criador só tem de ter a peça no atelier“, acrescentam.

“O nosso principal objetivo é internacionalizar os criadores portugueses”

A lista de marcas e criadores apoiados pela MINTY começa já a crescer. Ana Amorim, Celsus, Damaged Duchess, Piursa, Rasto, Susana Bettencourt, Weekend Barber, Maria Maleta, Nobrand e Voke são as marcas nacionais até agora apoiadas pela plataforma. Se uns começam já a ser reconhecidos, outros estão agora a dar os primeiros passos. E o objetivo é alargar as parcerias.

A trabalhar a partir de Aveiro, e já com um olho na internacionalização, Ana e João dizem que, a médio prazo, a intenção é levar a moda portuguesa ao mundo e, pelo caminho, apoiar também criadores estrangeiros: “O nosso principal objetivo é internacionalizar os criadores portugueses, isto é, exportação, mas também trabalhar com criadores emergentes doutros países”.

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Apesar do núcleo de negócio ser a “profissionalização de criadores emergentes“, a dupla não exclui a opção de apoiar também designers consagrados. “Em breve vamos ter nomes sonantes da moda portuguesa na nossa plataforma”, desvendam, pois “também eles precisam de uma divulgação e de um espaço para vender os seus produtos”.

Desta forma a MINTY promete diluir a distância geográfica entre o criador e o potencial cliente: “O consumidor final não vê os produtos [de alguns criadores já consagrados] com facilidade. É difícil encontrar, tem de vir a Lisboa. Uma pessoa do Porto ou Braga, onde é que vai encontrar um produto desses? Os criadores podem ter espaços físicos, boutiques, mas não são massificados online”.

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Mas não é toda nem qualquer marca que chega à MINTY. Por trás há um rigoroso processo de seleção. Focados em trabalhos de passerelle, as marcas têm de já ter passado por eventos de moda (como o Portugal Fashion) e ter uma estrutura de produção capaz de responder às encomendas. Tudo isto, claro, sem esquecer a qualidade da oferta.

 “Há pessoas que procuram produtos portugueses, mas Portugal ainda é um país muito pequenino para este projeto”

Apesar de estarem a trabalhar na MINTY há um ano e oito meses, esta plataforma online tem pouco mais de um mês. O suficiente para ser já apadrinhada por Manuel Serrão, membro executivo do Portugal Fashion e diretor da Selectiva Moda, e ter recebido uma bolsa do Passaporte para o Empreendedorismo.

Numa altura em que a MINTY está ainda em versão beta (a ser testada a nível nacional), Ana e João sentem que Portugal está já a abrir  portas” a este tipo de mercado, mas reconhecem que “ainda é um país pequenino para este projeto“. No horizonte desta dupla está já a internacionalização e com ela a esperança de sucesso da plataforma. “Lá fora o poder de compra é relativamente superior e os mercados estão mais permeáveis a este tipo de produtos, a esta qualidade, a este design“, defendem.

Apesar disso, Ana e João mostram-se confiantes e salientam o apoio que têm recebido: “Temos uma equipa e várias pessoas à nossa volta que acreditam no nosso projeto, que nos ajudam“, garante a dupla de jovens empreendedores.

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