É praticamente impossível escapar ao novo sucesso da FOX. Se andas distraído ou apenas precisas de um incentivo para começares a ver Empire, o Espalha-Factos resolveu dar-te cinco razões que te levarão a ser um fã desta série.

O anti-herói

Não vale a pena sermos hipócritas, todos adoramos odiar alguém. Quando assistimos a uma série, queremos estar a acompanhar aquela pessoa que sabemos que vai errar várias vezes mas que estaremos sempre lá para apoiar. Fizemo-lo com Walter White e a sua conquista de um império de droga em Breaking Bad. Chegou a hora de voltarmos a fazê-lo com Lucious Lyon (Terrence Howard) na sua luta por manter um império no mundo da música.

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Logo no primeiro episódio é possível definir a personalidade de Lucious. É um pai, um homem de negócios que veio da pobreza das ruas e conseguiu subir na vida graças ao seu talento e determinação. Agora que chegou ao topo da montanha, descobre que tem ALS e que o seu tempo de vida está rapidamente a esgotar-se. É aí que percebemos que Lucious irá fazer de tudo para manter o seu legado intacto. Sim, pode ter os interesses da sua família e da sua empresa como motivação mas, para o patriarca da família Lyon, a linha que separa o certo do errado pode realmente ser bastante ténue.

Empire

  • Cookie

Se temos o anti-herói, precisamos de um herói…ou pelo menos aquilo que a realidade permite que seja o mais próximo de uma personalidade heroica. Em Empire, essa posição fica a cargo de Cookie Lyon (Taraji P. Henson). Uma verdadeira mulher de guerra, a sra. Lyon esteve presa durante 17 anos por ter adquirido de forma ilegal o dinheiro que ajudou a fundar a empresa discográfica do ex-marido Lucious. Quando sai em liberdade, espera chegar e ter o seu marido e três filhos, Andre, Jamal e Hakeem, à espera. A realidade não é bem assim e Cookie vê-se obrigada a lutar para encontrar o seu lugar num mundo que não esperou por ela.

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Além de uma forte personalidade, Cookie é também uma esperta mulher de negócios e experiente produtora musical, habilidades que lhe irão ser valiosas na hora de deixar uma marca definitiva no império que é seu por direito. No que toca a hobbies, Cookie é bastante ativa. Na lista podemos encontrar “usar uma roupa nova todos os dias”, “mandar bocas excelentes a alguém”, “encontrar novas alcunhas para a namorada de Lucious” ou “encontrar sinónimos para a palavra gay”.

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  • As músicas

Sendo também uma série musical, Empire não brincou em serviço quando criou a soundtrack para a sua primeira temporada. Ficando a cargo do produtor Timbaland, alguém que conhece bem o cenário do hip-hop atual, o álbum com as faixas dos primeiros doze episódios da série conseguiu estrear em primeiro lugar no Top 200 da Billboard.

http://youtu.be/KCDMJyKPiLo

Sem parecer muito forçado ou fora de contexto, os produtores da série (Lee DanielsDanny Strong) conseguem incorporar os momentos musicais de forma subtil e bem colocada na narrativa da ação. Além de serem boas músicas, elas conseguem cativar os espetadores, ao mesmo tempo que acrescentam detalhes a uma história já bem conseguida.

http://youtu.be/5v1DfH6AVPs

  • As estrelas convidadas

Nada dá mais realismo a uma série contemporânea sobre música do que convidar alguns dos músicos mais conhecidos do mundo para aparecerem num episódio ou dois. Melhor do que isso ainda é pegar nessas mesmas estrelas e convencê-las a ter um papel regular na história. Empire soube-o fazer de forma exemplar e conseguiu não cair no erro de contratar caras famosas só para atrair público, mas sim pelas capacidades das mesmas para a representação.

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Naomi Campbell como uma designer envolvida de forma romântica com Hakeem, Estelle como uma potencial nova artista para a Empire Entertainment, Mary J. Blidge como uma mulher do passado de Lucious, Jennifer Hudson como a terapeuta musical de Andre e Courtney Love como uma antiga estrela do rock e agora drogada que tenta reanimar a sua carreira. Todas estas escolhas são exemplos de um casting bem feito, com cada uma destas personalidades a servir na perfeição para o papel que lhes é dado.

Nomes como Snoop Dogg, Rita Ora, Cuba Gooding, Raven-Symoné ou Patti LaBelle vão também aparecendo num momento ou outro da série, adicionando assim a cereja no topo do bolo do talentoso elenco fixo.

  • A história de Empire

Glee chegou a níveis de glória incríveis, batendo recordes nas tabelas de audiências e nos tops musicais. Smash teve apenas duas temporadas mas recebeu inicialmente crítica bastante positivas. Atualmente estas duas séries já chegaram ao fim porque as suas audiências tiveram um declínio constante, com as críticas a acompanharem esse mesmo progresso negativo. Empire segue os mesmos modelos, com performances musicais e estrelas convidadas a um ritmo semanal. Porém, as críticas mantiveram-se favoráveis durante toda a temporada e as audiências subiram de episódio para episódio (algo bastante raro no panorama televisivo mais recente ou até mesmo das últimas décadas). A que se deve esse sucesso? O que separa Empire dos outros casos mencionados? A resposta é simples: a sua história sólida e bem escrita.

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Entre problemas familiares, discussões de negócios e cenas de assassinatos, o balanço que a série cria entre verdadeiros momentos de drama e de comédia é capaz de deixar o público agarrado à televisão e a desejar mais todas as semanas. Claro que, sendo justo nas comparações que fiz, Empire tem uma temporada enquanto que Glee começou a ser mais criticada já durante a sua terceira. Acredito é que é seguro dizer que nunca as histórias que a série de Ryan Murphy nos deu conseguiram ser tão cativantes e tocar-nos de uma forma tão emocional como acontece com Empire.

Não está entre o meu leque de capacidades prever o futuro, deixo esse cargo para pessoas mais experientes como a Maya, mas arrisco-me a dizer que o futuro ainda vai sorrir bastante para a família Lyon. E isso é suficiente para satisfazer milhões de fãs em todo o mundo.