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Monstra’15: A animação no campo

O festival MONSTRA exibiu ontem a ante-estreia em Portugal de A Ovelha Choné – O filme. Mais de 800 espetadores se deliciaram a ver as aventuras da ovelha mais famosa do mundo da animação. Continuámos a noite com a mesma temática campestre, saltando do rebanho de ovelhas para as laranjas e limões andantes do filme Lisa Limão e Maroc Laranja – Uma rápida história de amor, a primeira Opera-rock em 3D stop motion.

A Ovelha Choné – O filme – 9/10

A longa metragem adaptada da série de sucesso dos estúdios Aardman, foi apresentada pelos realizadores Mark Burton e Richard Starzak e o diretor artístico do festival, Fernando Galrito, na sala cheia do Cinema São Jorge. No início da exibição, os realizadores preparam o público para um filme à altura das suas expetativas, destacando dois momentos que lhe deram enorme trabalho, mas também muito prazer, como é o caso das cenas no hospital e da música interpretada pelas ovelhas. O filme narra as peripécias de uma ovelha muito inteligente e meticulosa. A ovelha Choné e o seu rebanho estão fartos da rotina do campo e almejam tirar um dia de folga. Contudo o plano astuto para enganar o fazendeiro e o seu amestrado cão torna-se num desastre, levando-os a todos numa aventura na cidade. Será que as ovelhas conseguirão salvar o fazendeiro no meio da confusão citadina? Será que a sua identidade irá ser reconhecida pelo vilão caçador de animais?

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O filme possui uma dinâmica surpreendente, mantendo sempre o espetador atento a pequenos pormenores ou a travessuras que os personagens realizam. Sem recurso ao diálogo falado, os realizadores conseguem com a expressividade e ações dos seus bonecos animados contar uma história, usando situações do quotidiano muito familiares, referências à nossa atualidade e até às redes sociais, associações hilariantes e momentos insólitos, que puxam constantemente as gargalhadas do público. A Ovelha Choné – O filme ensina miúdos e graúdos a darem valor ao lar, às suas origens e principalmente à família. Apesar de todas as queixas, a nossa ovelhinha sente grande apreço pelo seu fazendeiro que a viu crescer. Esta relação é explorada no filme como uma interação entre pai e filho, sendo o primeiro o protetor progenitor e o segundo a cria rebelde que na sua rebelião apercebe-se do amor de quem a cuidou.

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