Este mês a edição da rúbrica Apsarases dá total foco ao trabalho da companhia inglesa Akram Khan, com especial atenção a DESH, solo galardoado com o Oliver Award for Best New Dance Production em 2012.

Akram Hossain Khan nasceu a 29 de julho de 1974 e é  um dos mais celebrados bailarinos e artistas do mundo contemporâneo. Em 2000, o bailarino e Farooq Chaudry, também bailarino e professor de dança já na altura premiado, uniram-se e formaram a Akram Khan Company: Chaudry como cabeça da companhia, construiu modelos sustentáveis para dar apoio e elevar a força do imaginário e a criatividade de Khan.

A dupla de sucesso revolucionou a linguagem da dança no Reino Unido: Khan, enquanto director artístico, coreógrafo e bailarino aliou à vontade de fundir culturas e de dar asas à imaginação a inteligência e precisão na narração de histórias. A companhia, já inúmeras vezes galardoada ao longo dos últimos catorze anos, prima pela hibridez do movimento contemporâneo ao incorporar as mais distintas influências culturais, sociais técnicas e artísticas.

  • ”As regras eram simples: correr riscos, pensar grande e além, explorar o desconhecido, evitar o compromisso e contar histórias relevantes através da dança, sempre com integridade artística’.’ 

Akram Khan Company

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Com olhos lançados para os palcos do mundo, a companhia desvenda-se em produções de solo e colaborações de carácter provocativo e ambicioso a partir da fusão do clássico kathak e da dança contemporânea. Com estreia mundial a 15 de Setembro de 2011 no Curve Theatre, em Leicester, DESH é um solo contemporâneo de 80 minutos de duração que abraça o que de mais íntimo Akram Khan alguma vez colocou em palco. DESH, que significa, em Bengali, ‘homeland (Casa; terra; lar) explora o significado de nação através dos conceitos de resistência e convergência enquanto limites humanos para encontrar o equilíbrio num mundo que é, por si só, instável. Entre memórias, experiências e mitos um mundo surreal DESH revela-se um olhar sobre o papel do ser humano em função das transformações e modificações naturais.

A direção, coreografia e performance pertencem a Akram Khan, o design visual a Tim Yip, a composição musical a Jocelyn Pook, o design de luz é de Michael Hulls e as histórias imaginadas e escritas por Karthika Nair, PolarBear e Akram Khan.