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Crítica: “Everyday Heroes” dos We Trust

Tal como prometido, os portuenses We Trust lançaram o seu segundo álbum, Everyday Heroes, na passada segunda feira (9). Este segundo projeto da banda afasta-se um pouco daquilo que a banda tem mostrado nos últimos anos, ficando um pouco aquém das expetativas. O disco não deixa de ser, porém, uma boa referência no panorama da música nacional.

É bom saber que bandas talentosas como os We Trust não se ficam pelo álbum de estreia e pelo sucesso de um ou outro single. É ainda melhor quando estes artistas apostam em novas sonoridades, mais ou menos afastadas daquilo com que se tornaram conhecidos. No entanto, este último aspeto torna-se questionável quando ouvimos Everyday Heroes.

As duas primeiras faixas são bastante promissoras. Believe apresenta o álbum de uma forma um tanto épica, dado o registo orquestral. Já Stars dá a entender ao ouvinte que André Tengúgal nos vai brindar com um registo que se mantém no rock/rock alternativo, com algumas influências de música clássica, com o piano e os violinos, e os momentos mais calmos no início e no fim da música.

O primeiro problema surge na faixa seguinte. The Future, o segundo single do álbum, é um tema bastante divertido e um tanto cativante. Mas a música seria muito melhor se não tivesse, ou, pelo menos, se não tivesse tantas vezes as vozes das crianças. Por momentos parece que estou a ouvir a música Changes de Faul & Wad Ad feat. Pnau. Apesar de tudo isto, há que reconhecer que, embora a música possa soar melhor sem o coro infantil, certamente perderia um pouco da mensagem que se encontra por detrás.

O ponto forte deste álbum reside em duas faixas. We Are The Ones foi a primeira música deste álbum a ser revelada. Trata-se de uma música bastante agradável com uma importante mensagem por detrás: se queremos que algo no mundo se altere, temos de fazer efetivamente algo no sentido dessa mudança.

Mais ligado ao estilo rock alternativo, Autumn/Summer é a melhor faixa do álbum. A música demonstra que Tentúgal ainda não perdeu o jeito para este género musical com que nos habituou em These New Countries.

Da mesma forma como começou, Everyday Heroes encerra com duas faixas muito bem conseguidas e épicas. Claro que tal se deve, mais uma vez, ao arranjo orquestral. Fading (Chapter One) e Goodbye levam os ouvintes a refletir um pouco sobre todas as músicas que ouvimos anteriormente, fazem-nos ganhar força e coragem, para que nos tornemos nos “Heróis do Dia-a-dia”. Na última faixa, André Tentúgal despede-se dos ouvintes, num tom de “missão cumprida”, cabendo agora a quem o ouve tornar o mundo num sítio melhor.

Esta é a tracklist de Everyday Heroes:

  1. Believe
  2. Stars
  3. Future
  4. Felling
  5. We Are The Ones
  6. Wait For Love
  7. Caught Me Over
  8. Autumn/Summer
  9. Silent Song
  10. Fading (Chapter One)
  11. Goodbye

 Embora o álbum desiluda um pouco aqueles que procuram mais do mesmo indie pop e rock alternativo característicos do passado do grupo, os We Trust apresentam agora um disco completamente inovador, que oferece uma experiência musical que vai para além de escutar meras faixas de um CD; passa também por um processo de aprendizagem de lições de vida importantes.

Nota Final: 8/10

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