Super G - 13 - Kueng, Suiça

(A) Dias na Noruega: AUDI FIS Ski World Cup Kvitfjell 2015

A estância de Kvitfjell, onde me encontro, foi construída para receber os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994, mas tem nos dias de hoje uma fantástica reputação entre os entusiastas de ski alpino a nível mundial. Os cursos únicos de Kvitfjell foram concebidos e construídos combinando desafio e segurança como princípios orientadores.

Assim sendo, depois dos Jogos Olímpicos de 1994, todas as épocas o curso de Downhill de Kvitfjell é mantido e melhorado de forma a preencher os requisitos de uma competição de alto nível como o Campeonato do Mundo.

O FIS Alpine Ski World Cup (Campeonato do Mundo de Ski Alpino) é o circuito de competições de ski alpino de maior importância internacional, lançado em 1966 por um grupo de amigos esquiadores e especialistas na área. A primeira etapa do Campeonato do Mundo de ski race teve lugar em Berchtesgaden, na Alemanha, em Janeiro de 1967.

Os atletas concorrentes tentam alcançar o melhor tempo em quatro disciplinas: Slalom, Giant Slalom, Super-G e Downhill.

O World Cup realiza-se anualmente e é considerado a competição principal de ski alpino depois dos Jogos Olímpicos de Inverno (quadrienais). Muitos consideram o World Cup como sendo mais importante que os Jogos Olímpicos, visto que requer que cada atleta esquie a um nível extremamente alto em várias disciplinas ao longo da época, e não apenas numa corrida.

Foi então em Kvitfjell, nos dias 7 e 8 de março de 2015, que se realizou mais uma vez a etapa masculina de Downhill e Super-G do Campeonato do Mundo de Ski Alpino.

É o evento do ano nesta área, e provavelmente na Noruega em geral, e por isso dezenas de autocarros rumam a Ringebu para assistirem à chegada dos atletas à meta. A bandeira da Noruega domina o cenário, ouve-se a orquestra tocar e o entusiasmo é muito sempre que qualquer atleta termina a prova.

É daqueles eventos que no meu entender, seria algo que apenas veria na Eurosport aos fins-de-semana, nunca algo que poderia presenciar. No local a emoção é muita e somos levados a entrar no espírito, gritar e abanar a bandeira, ridicularizar-mo-nos ao máximo para captarmos a atenção das câmaras! Em ambos os dias desci a pé ou a rebolar pela neve até à meta, em Ringebu, e pelo caminho fui encontrando centenas de espectadores nos seus skis encostados às redes da prova.

 

Mais escondidos, grupos de amigos estavam em festa absoluta junto à prova, banhados em cerveja e nas tintas para o que se passava na pista, mas de bandeira às costas, na roupa, na cabeça ou até nos óculos de sol!  No fim estava a festa, todos estacionavam os skis à entrada e seguiam para um recinto cheio de tendas de patrocinadores, fogueiras à disposição para cada um assar o seu stick bread, castelos de neve e acima de tudo um clima de enorme folia!

Confesso que não conhecia nenhum dos concorrentes, mas posso dizer-vos que no Downhill venceu REICHELT Hannes (Áustria), seguido de OSBORNE-PARADIS Manuel (Canadá) e de WEEL Werner (Itália). Já no Super-G a vitória foi para Kjetil Jansrud (Noruega – o herói nacional), seguido de Vincent Kriechmayr (Áustria) e de Dustin Cook  (Canadá).

 

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