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“Projeto de mudança” provoca terramoto nas direções da RTP

Terá sido uma justificação curta e sem muitas explicações, a que foi dada a vários diretores da RTP exonerados pela nova administração. O “projeto de mudança” que Gonçalo Reis e Nuno Artur Silva querem na estação pública não passa por várias direções de programas e informação e provocou demissões em bloco, que têm ainda que receber o parecer da Entidade Reguladora da Comunicação Social.

Ainda não há comunicados definitivos sobre que nomes abandonam as chefias da RTP – apenas o de Fausto Coutinho e restante direção de informação de rádio. José Manuel Portugal, Hugo Andrade, Rui Pêgo e Luís Marinho, que dirigiam respectivamente a informação de televisão, os programas de televisão e rádio e os conteúdos da estação pública também são saídas já tidas como certas. Também Elísio Oliveira, diretor da RTP2, deve estar de saída depois de menos de um ano à frente do segundo canal, e com uma alteração de imagem e grelha com apenas alguns meses.

Nova RTP será de rutura com a anterior administração

A dança de cadeiras na RTP não será independente da polémica que afastou Alberto da Ponte e o anterior conselho de administração – vários dos nomes agora apontados como demissionários estiveram do lado da antiga administração e contra o Conselho Geral Independente, que chumbou dois planos estratégicos.

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Os novos diretores serão conhecidos esta sexta-feira, com a imprensa a avançar com alguns nomes ainda sem confirmações – como o de Pedro Santos Guerreiro, diretor do Expresso Diário, para a informação, ou Manuel Fonseca, antigo diretor de programas da SIC, para a direção de programas da RTP. Mas a solução poderá passar também por uma escolha interna, com a hipótese de recorrer a correspondentes da estação pública.

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