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‘Isto Era Para Ser Com o Sassetti’ esgotado pela terceira vez

Depois de Black Label e Punchliner, o conhecido “cavaleiro negro do humor nacional” voltou a apresentar um solo de stand-up comedy, apesar de ter estado acompanhado de Paulo de Almeida e, a maior parte do tempo, sentado. Isto Era Para Ser Com o Sassetti, de Rui Sinel de Cordes, encheu novamente o auditório do Teatro Villaret, no passado sábado, dia 7 de março. 

Isto Era Para Ser Com o Sassetti estava marcado para as 23h30. Às 23h, o público, ansioso, decidiu que o melhor era tornar-se sardinha em lata à frente da entrada para o foyer. O espetáculo anterior estava meia hora atrasado, por isso o tempo de espera quase que deu para o Sassetti ressuscitar ou para alguém ter um ataque de claustrofobia e começar a respirar como um peixe fora de água, o que era capaz de ter piada. De resto, faltou pouco para haver sangue, com alguns dos presentes a reclamarem da organização: há quem não tenha sentido de humor, vá-se lá saber porquê!

Já sentado, o público teve direito a música, antes de Rui Sinel de Cordes subir, finalmente, ao palco. Depois das devidas desculpas, apesar do comediante não ter tido culpa nenhuma, seguiu-se a explicação à pergunta que mais gente tem feito: porque é que era para ser com o Sassetti? Quem estiver realmente curioso, pode descobrir no próximo espetáculo, dia 14 de março, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. De qualquer forma, garanto que se fosse com o pianista não teria tido metade da piada, simplesmente porque nunca se teria assistido ao ar psicótico de Paulo Almeida. Depois de uma entrada digna de um mau filme de terror, que encheu a sala de gargalhadas, a “única pessoa no mundo que em criança já tinha cara de pedófilo”, segundo o Twitter do próprio, provou que não podia estar outra pessoa ali senão ele, com a sua poderosa e incrível expressão corporal e, sobretudo, facial, que enriqueceu imenso algo que à partida já estava destinado a ser um sucesso.

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De one-liners a perguntas filosóficas, até houve espaço para uma mostra de stand-up comedy para crianças: muito pouco recomendável, diga-se de passagem. Além do tempo de antena dedicado a determinadas notícias do Correio da ManhãRui Sinel de Cordes ainda aproveitou para fazer um pedido de desculpas atípico ao Malato e a outras figuras públicas, que já ofendeu ao longo da sua carreira como humorista cáustico. Um espetáculo de 1h10, que passou rápido demais, mas que se distinguiu pela diferença e originalidade. Em palco, tivemos uma dupla imparável: alguém que não tem medo de partir pratos e um mestre do piano, dono de uma mala recheada de surpresas.

O Espalha-Factos teve direito a entrevista no final da noite, disponível em breve. Entretanto, Isto Era Para Ser Com o Sassetti volta a estar em palco no Teatro Sá da Bandeira, dia 14 de março, e no Teatro Villaret, dia 3 de abril. Mais informações na Ticketline.

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