Robin Wright Claire Underwood House of Cards
Fotografia: Reprodução

Dia da Mulher: as cara femininas da TV internacional

São personagens, fazem parte de uma história, de ficção que nos é exibida semana após semana. Mas atrás de cada personagem há uma mulher, uma atriz,  uma profissional que espera fazer chegar ao grande público uma mensagem bem simples: as mulheres têm um lugar de destaque na televisão mundial.
Sem deixar passar o Dia da Mulher em branco, o Espalha-Factos reuniu aqui as cinco atrizes que, nos últimos tempos, mais têm dado que falar com os papéis que interpretam no pequeno ecrã. Vê se concordas com as nossas escolhas.

  • Robin Wright como Claire Underwood

Se a expressão “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher” encaixa em algum lado é, sem dúvida, no caso de Robin Wright.

Robin Wright, que já interpretou grandes papéis em A Princesa Prometida ou Os Homens que Odeiam as Mulheres – nem a propósito- assume agora, aos 48 anos, o lugar de uma das mulheres mais elegantes do pequeno ecrã ao interpretar a ambiciosa, perspicaz e manipuladora Claire Underwood.

No reconhecido sucesso de House of Cards, a personagem da atriz sempre se evidenciou pelas jogadas de poder, tanto no panorama político como no pessoal. Porém, é precisamente nesta terceira temporada da série que a mulher assume um lugar de destaque – Claire deixa de ser uma mera sombra para tomar a linha da frente. O papel interpretado por Wright revela as complexidades que as mulheres enfrentam na procura do poder político e a forma como são forçadas a conciliar noções femininas estereotipadas com as suas ambições pessoais e capacidades.

De forma bastante resumida, Claire esconde a audácia e o calculismo por trás de uma fachada de extrema feminilidade que lhe conserva a sua base de dominação. A personagem assenta que nem uma luva a Robin Wright, que demonstra representar perfeitamente o poder feminino.

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  • Viola Davis como Annalise Keating

Numa indústria em que há grande pressão no ideal de beleza e corpo femininos, Viola Davis demonstrou que para ser protagonista se pode perfeitamente fugir à regra. Atenção, não estamos a questionar a beleza da atriz. Estamos sim a fazer uma vénia ao facto de aparecer despida de preconceitos enquanto Annalise Keating. Numa série que é uma lufada de ar fresco, Davis retrata a garra de uma mulher que é ao mesmo tempo temida e admirada por todos.

É certo que Shonda Rhimes já nos havia trazido ao ecrã duas negras capazes de centrar em si toda a atenção numa cena: Miranda Bailey e Olivia Pope. Mas Davis leva Annalise mais além, é alguém com quem criamos empatia ao mesmo tempo que desconfiança. É mais uma advogada numa série mas é, simultaneamente, é muito mais do que isso. E se este não é o papel da sua vida, pode muito bem vir a ser.

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  • Julianna Margulies como Alicia Florrick

Num papel que já lhe trouxe Emmys e Globos, foi justamente num dos discursos de reconhecimento que Julianna Margulies partilhou que, quando começou em Hollywood, lhe disseram que não tinha cara para vingar na indústria. A atriz, porém, não desistiu, e agradecemos por isso. Conhecida pelo seu papel inesquecível em ER, Julianna Margulies elevou o seu desempenho como atriz a um outro nível em The Good Wife.

No papel de protagonista, a atriz destaca-se num mundo de homens, tanto na lei como mais recentemente na política. Chorámos, rimos e emocionámo-nos com ela, quer fosse nos dramas familiares quer fosse na barra dos tribunais. E não nos esqueçamos do duro golpe do ano passado. The Good Wife é das melhores, senão a melhor série do género da atualidade, e muito se deve ,inquestionavelmente, à personagem Alicia Florrick.

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  • Hayley Atwell como Peggy Carter

No meio de filmes como Captain America: The Winter Soldier, Guardians of the Galaxy ou The Avengers, por vezes é difícil lembrarmo-nos de que há pessoas sem poderes especiais que conseguem ter papéis de extrema importância no Mundo Marvel. Um bom exemplo é a agente Carter.

Apresentada como o interesse amoroso do Capitão América em 2011, Peggy Carter rapidamente se revelou muito mais do que uma simples rapariga frágil num mundo controlado por homens.
Dotada de grande destreza no que toca a combate, armas e conhecimento militar, Carter mostrou no grande ecrã a incrível lutadora e agente secreta que consegue ser. Porém, foi a prestação da atriz Hayley Atwell na interpretação de Peggy que deixou todos os fãs rendidos. Assim, surgiu Marvel’s Agent Carter.

Na pequena temporada de oito episódios, vimos Carter a debater-se num mundo ainda bem marcado pela Segunda Guerra Mundial, onde uma mulher para pouco mais serve do que arquivar pastas e servir cafés. Vimos como ela começa uma jornada pessoal e perigosa, uma jornada que acabaria por mostrar a todos que realmente há tarefas em que uma mulher se sai melhor do que um homem. E talvez essa tarefa seja salvar o mundo.

Num dia como o de hoje celebramos as “Peggy Carters” da vida real, as mulheres que, tal como esta personagem, riram-se perante as limitações da sociedade e usaram-nas como incentivo para chegar mais longe do que qualquer um pensaria.

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  • Jessica Lange como Constance Langdon, Sister Jude, Fiona Goode e Elsa Mars

Vivemos com ela em Murder House e vimo-la comandar em Asylum. Defendeu o seu clã em Coven e trocou amor por fama em Freak Show. Infelizmente, com a chegada de Hotel, parece que a hora de Jessica Lange abandonar American Horror Story chegou.

Vista como a cara principal da saga de terror televisiva, a atriz deixou os seus fãs desiludidos quando anunciou que iria sair no final da quarta temporada da série, uma saída vista por muitos como prematura.
Com uma carreira já longa, iniciada em 1976, Lange não é estranha a premiações e ao glamour que a vida de Hollywood pode oferecer. American Horror Story, programa onde entrou de 2011 a 2015, focou de novo a luz da ribalta na atriz, que acabou por acrescentar à sua lista de distinções prémios como Emmy Awards e Golden Globes na categoria de melhor atriz secundária pelo seu desempenho como Constance Langdon, Sister Jude, Fiona Goode e Elsa Mars.

Num dia dedicado a todas as mulheres, Jessica Lange merece destaque, não só por se ter conseguido reinventar aos 62 anos para papéis tão exigentes, mas por ter conseguido levar American Horror Story a um outro nível de qualidade.

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Artigo de Cátia Duarte Silva, Francisca Dias e João Pedro Peixoto.

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