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Autor do mês de março: Oscar Wilde

Mensalmente, o Espalha-Factos irá dar destaque um autor. Numa rubrica intitulada ‘Autor do Mês’, serão publicados artigos relacionados com o escritor escolhido. Neste mês de março é em Oscar Wilde em quem nos vamos focar.

Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 16 de outubro de 1854, filho de William Robert Wilde e Jane Speranza Francesca Wilde, sendo o segundo de três filhos.

Foi criado numa família Protestante, embora mais tarde se tenha convertido ao Catolicismo. A sua educação levou-o a frequentar o Trinity College, em Dublin, acabando por ganhar uma bolsa para o Magdalen College em Oxford. Lá, recebeu as influências de Walter Pater (académico, ensaísta e escritor) sobre a doutrina da “arte pela arte”, que iriam vir a ser fulcrais no seu futuro.

Em 1879 saiu de Oxford e mudou-se para Londres, onde a sua vida social agitada e atitudes extravagantes o tornaram conhecido. Também se tornou no fundador e líder do movimento estético conhecido por “Dandismo”, com o objetivo de evoluir o tradicionalismo da Época Vitoriana. Wilde acreditava que a vida devia ser orientada para as preocupações artísticas, em que o belo era o antídoto para os horrores do mundo moderno.

Oscar Wilde

Em 1883 mudou-se para Paris, onde entrou para o mundo literário local, o que o fez afastar-se do seu movimento estético. Mais tarde, regressa a Inglaterra e casa-se com Constance Lloyd, filha de um advogado de Dublin. Vão ambos viver para Chelsea, um bairro de artistas londrinos, onde têm dois filhos, Cyril, em 1885, e Vyvyan, em 1886. Durante estes anos, escreveu e publicou alguns dos seus contos mais conhecidos como O Príncipe Feliz, O Rouxinol e a Rosa, O Fantasma dos Canterville (1888) e O Retrato do Sr. W. H. (1889).

Entretanto, a carreira de Wilde começou a impulsioná-lo para a fama, graças aos seus poemas, contos e novelas. Em 1891, o seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, foi lançado, mesmo após ter sido alvo de críticas e censuras devido ao seu conteúdo demasiado controverso para a época. No entanto, o romance acabou por ser considerado como a sua obra-prima.

The Picture of Dorian Gray

Apesar de ter sido bastante criticado, Wilde continuou a ter sucesso nos anos seguintes, lançando histórias bem sucedidas como O Leque de Lady Windermere (1892), Uma Mulher sem Importância (1893), Um Marido Ideal e A Importância de se Chamar Ernesto (1895). A fama que ganhou melhorou a sua situação financeira, levando-o a ter uma vida ainda mais mundana e atitudes mais singulares.

Contudo, esta vida de excentricidades viria a sofrer um duro golpe quando em 1895 Wilde foi acusado de ter tido um caso amoroso com o Lorde Alfred Douglas, filho do Marquês de Queensberru. Foi severamente atacado pela imprensa e acusado de homossexualidade, o que o levou a ser condenado a dois anos de prisão e trabalhos forçados. A partir daí, a sua vida desmoronou completamente: os seus livros foram recolhidos e as peças de teatro que escrevera foram retiradas. Na prisão, escreveu A Balada do Cárcere de Reading e De Profundis, uma carta ao Lorde Douglas em que o acusa por o ter arruinado.

A 19 de maio de 1897 foi libertado e mudou-se permanentemente para Paris, onde adotou o pseudónimo Sebastian Melmoth. A prisão deixou-o na miséria, levando-o a frequentar hotéis baratos e a tornar-se alcoólico. As condições funestas da prisão haviam-no tornado num homem fraco e doente. No dia 30 de novembro de 1900 viria a morrer, vítima de um violento ataque de meningite.

Oscar Wilde foi enterrado no Cemitério de Bagneux, fora de Paris, e mais tarde foi movido para o Cemitério de Père Lanchaise, na capital francesa.

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