Noel Gallagher

Meio bilião de libras para reunir os Oasis novamente

Meio bilião de libras. Seria esta a quantia necessária para que Noel Gallagher aceitasse um regresso dos Oasis ao mundo da música, numa altura em que se prepara para celebrar o lançamento do seu segundo álbum de originais com a High Flying Birds e viajar para Portugal.

As declarações do britânico de quarenta e sete anos, ex-vocalista de uma das mais icónicas bandas do último século, já se sabe, são sempre polémicas e esta semana, numa entrevista publicada pela Vulture, Gallagher revela que seria preciso meio bilião de libras para que aceitasse reunir-se com os Oasis, depois de numa outra entrevista ter revelado que tal apenas aconteceria por uma quantia significativa de dinheiro.

“Se alguém fizer essa oferta, eu faço as malas de manhã e pergunto ‘quantos concertos querem?'”, começou por confessar, antes de demonstrar o seu desagrado por se pensar que um eventual regresso da banda apenas depende de si. “Digamos que eu acordo amanhã e pergunto à minha mulher ‘O que achas disto dos Oasis?’. Não depende só de mim, quem sabe se o Liam [Gallagher] quer fazê-lo? Provavelmente quer, mas eu não sei. Nem está no meu radar, estou muito satisfeito com o que estou a fazer neste momento.”

De facto, atualmente Gallagher tem vários motivos para não se preocupar com um possível regresso da sua ex-banda ao ‘circuito’: no início de março, a Noel Gallagher’s High Flying Birds fará chegar às bandas Chasing Yesterday, o seu segundo álbum de estúdio — cujas faixas foram inteiramente escritas e produzidas por Gallagher sem precisar do auxílio de um produtor.

As críticas à Apple e o ‘descanso’ aos fãs

Na mesma entrevista, Noel Gallagher deixou ainda claro que “Os Oasis dividiam-se em cinco partes iguais entre nós e ninguém deveria substimar isso, mas artisticamente falando não preciso de nenhum deles [fazendo alusão ao facto de ter composto todas as faixas].” Esta não foi, no entanto, a única declaração ‘mais polémica’ dada à Vulture, dado que Gallagher afirmou ainda não achar que a indústria da música estivesse destruída “antes da Apple decidir fazê-lo: eu não concordo com música grátis, com fazer disto bónus ou daquilo deluxe, ou adicionar ou fazer streaming de conteúdos. Está aqui o álbum, o dinheiro, tu ficas com o álbum, ‘muito obrigado’. Quando se trata de concertos, pagas, aplaudes e depois sais.”

Declarações à parte, se ainda antes de escutarem o novo álbum, Chasing Yesterday, os fãs do britânico já estão à espera de novidades relativamente a mais trabalho, podem ficar (muito) descansados: como revelou, há muitas — dezenas, aliás — faixas que ‘ficam de fora’ sempre que compõe um álbum e certamente escreverá mais 12-15 para o seu próximo trabalho, que deverá ser lançado dentro de três anos. “O que me preocupa é ter um ataque [e morrer] porque se isso acontecer cerca de 30 músicas nunca serão divulgadas. E são todas bastante boas.”

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