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Oscars 2015: Candidatos a Melhor Filme em análise

A cerimónia mais prestigiada de Hollywood regressa já no próximo dia 22. Ellen DeGeneres passa o testemunho a Neil Patrick Harris, que regressa aos nossos ecrãs como anfitrião desta edição dos Oscars. Mais uma vez, o Espalha-Factos traz-te uma revisão sobre os nomeados para o galardão mais cobiçado da Academia, o de Melhor Filme.

A Teoria de Tudo

a teoria de tudo

Uma homenagem a Stephen Hawking, com uma brilhante interpretação de Eddie Redmayne, levaram o filme de James Marsh aos nomeados dos prémios da Academia. Centrada no romance entre o cientista britânico e Jane Wilde (Felicity Jones), A Teoria de Tudo dá-nos também a conhecer o trajeto de Stephen Hawking pela sua vida académica, desde as descobertas científicas que o deixaram famoso, à descoberta da doença que o impediu de comunicar com o mundo exterior sem um computador feito “à sua medida”.  Uma biografia que encanta mais pelas performances do que pela realização em si, mas que não deixa de pertencer a esta categoria.

Crítica do Simão Chambel

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Birdman

Um dos fortes candidatos a esta categoria, Birdman analisa a tentativa tenaz de Riggan Thomson (Michael Keaton) de voltar à ribalta – aos tempos em que a personagem heróica que dá nome ao filme o tornou uma estrela de Hollywood-, mas agora numa peça encenada por si na Broadway de Nova Iorque. A obra de Iñarriatu contempla grandes performances com um argumento fantástico, uma linha narrativa riquíssima acompanhada de uma banda sonora que nos prende aos movimentos constantes da câmara que parece filmar tudo num “único plano sequência”. Um dos grandes rivais do favorito Boyhood nesta categoria e de A Teoria de Tudo na categoria de melhor ator principal, esperemos que não se fique apenas pelo “quase” vencedor em todas as nove categorias a que está nomeado.

Crítica do Ricardo Rodrigues

Boyhood – Momentos de uma Vida

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Uma das obras mais esperadas do ano e o favorito desta categoria. Boyhood deu que falar, tanto antes como depois de ser lançado. Richard Linklater realiza a sua obra mais ambiciosa, filmada durante 12 anos com as mesmas personagens. Vemos Mason (Ellar Coltrane) crescer, assim como todos à sua volta, e a debater-se com os típicos assuntos que qualquer criança confronta até chegar à idade adulta. Um filme que não impressionou todos, mas um conceito que levou Linklater à nomeação mais cobiçada do cinema, e que é bem capaz de o levar à vitória.

Crítica do Ricardo Rodrigues

Grand Budapest Hotel

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Wes Anderson não desilude e em 2014 trouxe-nos talvez uma das suas melhores obras. Grand Budapest Hotel tem tudo a que Anderson já nos habituou, mas consegue voltar a surpreender-nos sem que pareça “mais do mesmo”. Ralph Fiennes como Gustave HTony Revolori como Zero Moustafa (o “lobby boy”) deixam-nos presos ao ecrã, num filme que dá vontade de ser revisto as vezes que nos apetecerem. Um dos filmes mais criativos do painel dos nomeados e que pode até inesperadamente impedir o já considerado favorito de vencer.

Crítica do Ricardo Rodrigues

O Jogo da Imitação

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Mais uma obra biográfica sobre uma mente brilhante e os seus feitos, capazes de influenciar a vida de milhões em todo o mundo. Em plena segunda guerra mundial, uma das tentativas para vencer aos alemães seria decifrar a Enigma, uma máquina usada por estes nas suas comunicações. Alan Turing (interpretado por Benedict Cumberbatch) foi o homem capaz de o fazer, juntamente com uma equipa com capacidades superiores de decifração. No entanto, não deixa de ser uma biografia que aprofunda mais os temas humanísticos – como a homossexualidade de Turing e os dilemas provocados pelas escolhas de ataques a evitar -, do que a própria razão que levou o matemático britânico a merecer ser reconhecido e admirado pelo mundo. Porém, nada disto impediu o filme de Morten Tyldum de ser indicado para mais sete categorias.

Crítica do Sebastião Barata

Selma

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Voltamos aos filmes biográficos, este centrado numa das figuras mais ilustres da cultura afro-americana, Martin Luther King. Realizado por Ava DuVernay, Selma aborda temas que ainda hoje, em pleno século vinte e um, não são claros aos olhos de todos. Os direitos humanos, a xenofobia e o preconceito por minorias são relembrados nesta longa-metragem, que tenta puxar pela humanidade de quem assiste. Não pareceu foi puxar pela do júri que apenas a nomeou para mais outra categoria, a de melhor canção original, “Glory” escrita por John Stephens e Lonnie Lynn.

Crítica do Ricardo Rodrigues

Sniper Americano

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Clint Eastwood regressa à cadeira de realizador com um projeto sobre a guerra, incidindo sobre um soldado da Marinha dos E.U.A. que se torna uma lenda pelas vidas que salva. Bradley Cooper protagoniza esta história, que parece ser a grande surpresa da lista dos nomeados, podendo estar a ocupar lugares de outros filmes mais merecedores. Eastwood regressa assim também aos Oscars, oito ano depois de por lá passar com Cartas de Iwo Jima, vencedor do prémio de melhor edição de som.

Crítica do Sebastião Barata

Whiplash – Nos Limites

whiplash

A história de um baterista ambicioso e do seu professor autoritário, exigente e digamos quase “doentio”. Aclamado por muitos como um filme brilhante foi também criticado por outros que, mais próximos do tema, consideram que é uma visão pouco realista da música jazz. Aclamada foi a performance do professor e ator secundário, interpretado por J. K. Simmons, um dos favoritos à categoria correspondente.

Crítica do Diogo Simão

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