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5 grandes interpretações que não foram nomeadas para Oscar

Esta semana o Espalha-Factos escolhe algumas das grandes performances esquecidas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas na sua lista de nomeados ao prémio mais cobiçado do mundo do cinema. Apresentamos então 5 papéis absolutamente inesquecíveis da história do cinema que têm ainda um lugar muito especial nas nossas vidas cinéfilas.

Jack Nicholson em Shining

A abrir a lista está Jack Nicholson com a sua interpretação inquietante no clássico filme de terror de Stanley Kubrick. O ator abre as portas da mente delirante de Kubrick para que nos percamos num mundo labiríntico e perturbante que o realizador norte-americano quis instaurar nesta adaptação a uma das mais famosas obras de Stephen King. Nicholson é de tal forma original e carismático no papel de Jack Torrance que foi devido ao seu improviso que nasceu a conhecida expressão do cinema “Here´s Johnny”, replicada posteriormente por muitos entusiastas da sétima arte.

shining

Christian Bale em American Psycho

O papel de Patrick Bateman continua a ser um dos mais reconhecidos na carreira de Christian Bale. Com American Psycho o ator catapulta-se para outros projetos e isso terá certamente a ver com o trabalho meticuloso que imprimiu nesta personagem. A forma como Bateman muda de um estado de energia frenética para uma tranquilidade inquietante é um dos traços distintivos mais admiráveis de Bale na sua interpretação. Mas o mais interessante é porém ver como este seu personagem consegue refletir um retrato fascinante da própria América através de um olhar crítico e mordaz.

american psycho

Robert Mitchum em A Sombra do Caçador

Robert Mitchum interpreta Harry Powell neste clássico de 1955, um serial killer que se faz passar por padre, casando com viúvas pelo seu dinheiro e acabando por matá-las. Para além de nos ter brindado com uma excelente performance, Mitchum consegue torná-la intemporal. Isto acontece de tal forma que a figura de Mitchum se confunde com a de Powell, conhecemos o primeiro a partir do último, pelo imenso carisma da própria imagem do protagonista. Por outro lado, o ator é tremendamente eficaz a representar a ambiguidade da sua personagem, os constantes conflitos e confrontos que vão tomando conta da sua personalidade. Essa mesma bilateralidade é visível no filme inteiro, um noir sério que não deixa por isso de ter os seus traços de verdadeiro humor.

powell

Jeff Bridges em O Grande Lebowski

O Dude de Jeff Bridges é uma das personagens mais icónicas do mundo do cinema e curiosamente o próprio filme O Grande Lebowski foi um dos mais injustamente ignorados pela Academia em 1998. Bridges conseguiu criar uma das melhores interpretações de comédia de sempre com o carisma e originalidade que colocou em Dude, qualidades que são ainda hoje celebradas e que conferem à obra dos Irmãos Coen o estatuto de filme de culto. O argumento inteligente e divertido de O Grande Lebowski providencia-lhe a sua singularidade, mas sem a exploração de Bridges sobre o mesmo, o filme não teria o mesmo impacto.

the dude

Michael Fassbender em Vergonha

Apesar de ser a mais recente da lista (2011), a interpretação de Michael Fassbender como Brandon tem um mérito equivalente às que foram enunciadas anteriormente. Pela complexidade com que Fassbender trabalhou neste viciado em sexo, o filme ganhou o estatuto de obra perfeita na reflexão do contacto entre câmara e atores. Vergonha deve muito à identidade enevoada deste homem, que não chegamos a conhecer totalmente, que vive para além das câmaras no nosso imaginário. Este sentido enigmático e fascinante do filme é em grande parte alcançado por Michael Fassbender que assina, possivelmente, a melhor performance do ano.

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A rubrica “5”, iniciada em Fevereiro de 2014, pretende trazer aos leitores cinco factos cinematográficos de quinze em quinze dias. O tema varia em todos os artigos e a abrangência do mesmo é quase inesgotável.

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