O amor é um sentimento que se manifesta de várias formas por todo o mundo. Há várias tradições que promovem momentos memoráveis e provas de amor entre vários casais oriundos de variadas culturas. O Espalha-Factos mergulhou no espírito romântico: apresentamos-te algumas tradições amorosas que existem pelo mundo.

Uns trocam prendas, outros têm datas próprias para os apaixonados e outros mantém vivas tradições de longa data. Pelo mundo fora há várias maneiras de se mostrar afeto por aquela pessoa especial. Apresentamos-te oito tradições românticas que existem pelo planeta.

Alemanha

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Neste país, o dia de São Valentim é bastante popular. Ainda assim, não é uma data de cariz tão “comercial” como em Portugal, por exemplo. Apesar de também serem trocados chocolates, flores ou presentes em forma de coração, a principal oferta entre os apaixonados é um porco. Não necessariamente um porco real, é claro. Pode ser um desenho, uma fotografia, uma mini estátua, ou o que quer que seja que tenha um porco.

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Porquê? Parece que os alemãs acreditam que o animal lhes trará sorte e luxúria. Para além desta peculiaridade, têm também o hábito de cozinhar enormes bolachas de gengibre com mensagens carinhosas.  A icónica frase “Ich liebe dich” (“amo-te“), é um dos exemplos.

China

No século XXI, a maior parte da população chinesa celebra o dia de São Valentim da mesma forma que no mundo ocidental, com troca de presentes românticos e a realização de encontros especiais. Contudo, há séculos que a China celebra o seu próprio dia do amor.

O Qixi Festival, que significa The Night of Seven, é o equivalente ao famoso Dia dos Namorados, celebrando-se não em fevereiro, mas no início de agosto, no sétimo dia do sétimo mês lunar. Esta tradição tem origem numa velha história ancestral, que tem sido passada de geração em geração.

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Era uma vez uma fada, chamada Zhinu, que conheceu o jovem mortal Niulang. Eles apaixonaram-se à primeira vista, mas quando se casaram a Deusa do Céu ficou tão furiosa que criou a Via Láctea apenas para os separar. Assim, no lado oeste da Via Láctea encontra-se a estrela Vega, que representa Zhinu, e no lado oeste, o jovem chora pela sua esposa. Contudo, os jovens amantes têm oportunidade de se verem uma vez por ano, durante a celebração Qixi. Na China, é tradição as mulheres rezarem por encontrarem bons maridos, assim como oferecem frutas e esculpirem melões em honra de Zhinu, a antiga deusa do amor e dos relacionamentos, para que esta ouça as suas intenções.

Japão

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No Japão, ao contrário da maioria dos países ocidentais, oferecer flores e levar a cara metade para jantar fora não são práticas comuns.

Ao contrário do Ocidente, no Japão são as mulheres que mimam os seus companheiros oferecendo-lhes chocolate. Trata-se de uma espécie de obrigação social. Há três tipos de chocolate distintos que servem para esse efeito: o giri-choko e o cho-giri choko são chocolates de obrigação e ultra-obrigação, respetivamente. O girichoko dá-se a homens pelos quais a mulher não está apaixonada mas com os quais mantém uma relação próxima como pais ou irmãos. O cho-giri-choko, por sua vez, dá-se a homens com os quais se tem pouca ligação e dos quais não se gosta muito (como o colega inconveniente de trabalho). São, geralmente, chocolates de fraca qualidade.  O chocolate do verdadeiro amor, ou homnei-choko, é o chocolate que as apaixonadas dão à cara metade, confecionado pelas mesmas.  O tomo-choko é o chocolate que se dá às amigas mais próximas. Esta tradição surgiu porque, nos anos 50, as marcas de chocolate aproveitaram a comemoração internacional para publicitar os seus produtos.

O White Day é o dia de retribuir o gesto das namoradas. No dia 14 de março, os homens oferecem às companheiras presentes como flores, bolachas ou lingerie. Acredita-se que o White Day foi introduzido por uma companhia que fabricava marshmallows brancos e que aproveitou para publicitar o seu produto como um bom presente para as amantes. O branco remete ainda para a pureza do amor adolescente que se pretende reavivar nesta data.

Chile

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No Chile, terra de poetas como Pablo Neruda , o São Valentim é celebrado de uma forma algo tradicional – o típico jantar romântico acompanhado com um presente que assinale a data. Os pratos confecionados nesse dia são pratos típicos chilenos, como pastel de choclo ou cazuela.

É comum ver casais chilenos a passear com a cara metade e a ver as fachadas de casas e montras de lojas que se decoram especificamente para este dia. Os apaixonados também escolhem o dia 14 de fevereiro para passear pelas exóticas praias deste país sul-americano ou para assistir a um dos muitos concertos ao ar livre que várias cidades chilenas proporcionam.

Uma tradição particular do Chile são os concursos de beijos que se realizam para assinalar o dia mais apaixonado do ano.

Eslovénia

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O dia 14 de fevereiro na Eslovénia é mais um dia para agricultura do que para o amor. A maioria dos eslovenos celebra o dia dos namorados no dia 12 de março, dia de S. Gregório. Há ainda quem escolha celebrar no dia 22 de fevereiro (dia de S. Vicente) ou dia 13 de junho (Sto. António).

Com tanta liberdade de escolha para celebrar o dia dos namorados, o dia 14 de fevereiro é a celebração da época do início das colheitas, e São Valentim ou Zdravko é o santo padroeiro da primavera. Assim, consideram que este é um bom dia para começar a trabalhar a terra.

Por esta ser a altura em que algumas aves acasalam, os antigos eslovenos acreditavam que este era o dia em que os pássaros casavam. Para ver esta cerimónia, que ao fim ao cabo acaba por ser uma invasão da privacidade das pobres criaturas, as pessoas tinham que caminhar descalças no meio dos campos, muitas vezes com o solo ainda congelado.

Já no dia de S. Gregório, as tradições passam por cozinhar um bolo e oferecê-lo à mãe ou lançar lanternas na água, algo mais uma vez ligado à agricultura. Simboliza que os dias estão mais longos, mas também que apesar de já não haver a luz do Sol, podem aproveitar aquele bocadinho de “dia” para estarem com a pessoa de quem gostam, em vez de estarem a trabalhar. Esta última tradição caiu em desuso após a segunda guerra mundial, mas está a voltar em força nos últimos anos.

Todos os dias em que os eslovenos deviam celebrar o amor, acabam assim por estar sempre ligados à tradição agrícola do país.

Taiwan

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As flores são um dos mais requisitados presentes para as celebrações românticas do S. Valentim. No Taiwan, país conhecido pelas suas belas flores, encontramos uma tradição muito romântica, celebrada duas vezes ao ano: no dia 14 de fevereiro e também a 7 de julho.

Como de costume, é esperado que, nestas datas, o homem ofereça um bouquet de flores à sua amada. Porém, segundo a tradição do Taiwan, a cor e o número de flores são extremamente importantes pois transmitem uma mensagem: as rosas vermelhas representam “um amor único”, 99 rosas expressam “amor para sempre” e 108 rosas significam um pedido de casamento – “Aceitas casar comigo?”.

Itália

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Na Itália, o Dia do Amor é celebrado de forma clássica, com um festival primaveril. Os casais juntam-se para ouvir música e poesia, e trocam prendas como a “baci perugina” – uma caixa de “beijos” (baci, em italiano, significa beijos) de chocolate recheados de praliné de avelãs. Esta caixa será acompanhada por uma frase romântica, traduzida em quatro idiomas diferentes.

Conforme dita a tradição, o primeiro homem que um mulher vir no dia de São Valentim será seu namorado e deverão estar casados dali a um ano.

País de Gales

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No País de Gales uma tradição ancestral envolve a oferta de Lovespoons, ou colheres do amor. Esta tradição data do século XVII e envolvia o homem a oferecer uma colher em madeira feita por si à sua respetiva amada, em sinal do seu afeto. Nas colheres eram entalhados padrões e símbolos, cada um com um significado diferente. Alguns exemplos incluem: ferraduras, que representam boa sorte; rodas, que simbolizam o apoio; chaves, que simbolizam as chaves para o coração de um homem; sinos, que aludem ao casamento, entre outros.

Hoje em dia estas colheres são utilizadas como material decorativo, sendo também trocadas em cerimónias tais como batizados, casamentos, aniversários e nascimentos.

Artigo escrito por: Filipa Pereira, Helena Santos, Inês Chaíça, Maria Ana Campos Raquel Dias da Silva, Sara Sampaio e Sónia Costa.