Aftenposten, um jornal norueguês, decidiu levar três bloggers de moda a Phnom Penh, capital do Camboja. Durante um mês, os três bloggers experimentaram a vida dos trabalhadores das fábricas de têxteis.

O objetivo principal desta viagem, documentada no reality-show Sweatshop Deadly Fashion, foi perceber como é que são feitas as roupas. No decorrer de um mês de gravações,  constata-se que os trabalhadores recebem muito pouco por muito trabalho. Um salário que nem sequer permite comprar aquilo que produzem. Foram estes baixos salários e, sobretudo, as más condições de vida dos trabalhados das fábricas têxteis que impressionaram estes jovens.

“Não aguento mais. Que tipo de vida é esta?”, pergunta Anniken, responsável por um dos blogs mais lidos na Noruega. Foi com este tipo de perguntas e mal-estar que estes três bloggers se foram confrontando ao longo da sua estadia no Camboja.

“Os jovens da Noruega gastam uma quantidade enorme de dinheiro em roupas, mas não fazem ideia onde elas realmente são produzidas”, afirma o realizador norueguês Joakim Kleven, responsável pelo projeto.

Após o lançamento do projeto, a H&M emitiu um comunicado em sua defesa, dizendo que as fábricas retratadas não são usadas pela cadeia, reforçando que a empresa está envolvida no programa da Organização Internacional do Trabalho, a fim de melhorar as condições de trabalho no país.

As más condições em que vivem e trabalham estas pessoas não é novidade. Em abril de 2013, uma fábrica, que produzia roupas para lojas como a Primark, teve um colapso. 1100 pessoas acabaram por falecer. Devido a este incidente, começou a gerar-se uma onda de indignação contra estas práticas empresariais.