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Os 5 melhores filmes LGBT dos últimos anos

O governo pode chumbar a adoção por casais homossexuais no parlamento, mas o Espalha-Factos celebra a igualdade de direitos e todo o tipo de cinema. Assim sendo, nesta edição da rubrica 5 fazemos uma retrospetiva do que melhor foi feito no cinema queer nos últimos anos.

Hoje é dia de Superbowl, um dos maiores eventos de entretenimento do mundo e que é acompanhado por milhões de pessoas que se colam aos ecrãs da sua televisão. Mas os que não são apaixonados por futebol americano e, na volta, nem gostam muito das músicas da Katy Perry – artista responsável pelo Half Time Show deste ano – podem tirar um intervalo da televisão e de toda essa azafama desportiva e alugar uns quantos DVD’s.

Hoje propomos uma sessão recheada de filmes que tentam promover a igualdade entre as pessoas com diferentes orientações sexuais e que, o mais importante e peculiar traço deste tipo de cinema, tentam desmistificar a ideia do que é, afinal, ser homossexual, transgénero ou bissexual. Matérias difíceis de abordar na nossa sociedade por ainda se tratarem de tabus para muito boa gente. Temáticas que acabam por afastar, erróneamente, um público mais comercial, que olha para este tipo de filmes sempre de sobrolho franzido. Surpreendentemente, ou não, a homossexualidade não se pega. Descansem-se os mais céticos, controlem-se os homofóbicos. Apresentamos-te 5 obras fantásticas que deveriam de ser vistas por todo o tipo de públicos e que prometem não retirar heterossexualidade a quem tanto medo tem de a perder.

Tudo Sobre a Minha Mãe (1999)

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Quiçá uma das grandes obras sobre transexuais e com assinatura de Almodóvar. Este filme espanhol, que em 2000 ganhou o Oscar para melhor filme estrangeiro, é uma excelente película que trabalha com um tema bastante delicado. A transexualidade é ainda hoje alvo de muitos preconceitos, até no seio da comunidade LGBT. O transtorno de identidade de género muitas vezes não é compreendido pela maior parte da comunidade e torna-se algo fora do que é considerado normal, mas Almodóvar pega nesta temática e trabalha-a com toda a delicadeza que a mesma necessita. Não sendo, de todo, o tema central da narrativa, ela é crucial para que a mesma se desenvolva.

Os Miúdos Estão Bem (2010)

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Nomeado para 4 Oscars, o filme de Lisa Cholodenko pode nem ser um grande marco no cinema lésbico feito nos últimos anos, mas conta com duas óptimas prestações (Annette Bening e Julianne Moore) e, acima de tudo, é um excelente filme para ser visto dada a nossa situação nacional. Nos últimos tempos, o parlamento chumbou quatro tentativas de legislação da adoção por casais homossexuais e este filme de Cholodenko trabalha este mesmo assunto de uma maneira extraordinária. Jules e Nic são um casal de lésbicas que criam duas crianças e constroem uma família muito moderna. A película pode nem ser das melhores, mas mostra-nos que a adoção homossexual é uma viável e firme opção para as crianças e que não há qualquer mal associado à criação das mesmas. Desmistifica muito a visão que a sociedade tem sobre este assunto e ajuda a compreender melhor um lar homossexual.

Weekend (2011)

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Esta é uma história de amor. O filme de Andrew Haigh pode até ter passado despercebido do olho menos atento no cinema de 2011. Uma produção independente, sem grandes fundos, mas que nos traz um vigoroso argumento e uma encantadora história de amor. Mas além de ser incrivelmente romântico, este filme consegue quebrar com todos os tabus e preconceitos criados pela sociedade sobre as relações amorosas entre pessoas do mesmo sexo. Humaniza, por completo, os seus protagonistas e até a pessoas mais céptica e homofóbica pode ficar deslumbrada face a esta relação. Uma pérola indie que merece ser vista.

A Vida de Adèle (2013)

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Abdellatif Kechiche é um dos responsáveis por um dos mais icónicos filmes de 2013 e uma das mais soberbas e maravilhosas obras de cinema lésbico. A história de Adèle, baseada numa novela gráfica, é transposta para o ecrã e mostra-nos um eterno amor que leva qualquer tipo de público à beira das lágrimas. Conta com duas grandes prestações – ambas ganharam a Palma de Ouro em Cannes – e uma realização forte e incisiva. Sem quaisquer tabus ou preconceitos, esta película de Kechiche mostra-nos tudo, os altos, os baixos, os momentos tórridos e os mais aborrecidos, a conquista e o desapego. Esta é uma obra que fica para a História da sétima arte.

Um Estranho no Lago (2013)

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A mais recente obra de Alain Guiraudie fez furor em Cannes e, num ano em que A Vida de Adèle se afirma como o expoente máximo do cinema LGBT, o Um Estranho do Lago torna-se também num dos maiores concorrentes desse género. Um filme lavado de preconceitos e que luta, com toda a sua força e sem quaisquer pudores, contra o estigma e o preconceito gerado contra esta comunidade. Um filme bastante gráfico que promete surpreender os espetadores – sim a narrativa também é bastante forte e repleta de suspense – e que pode afastar um público mainstream. Não se deixem incomodar com imagens ou cenas mais quentes, este filme merece ser visto pela sua totalidade, pela afirmação da amizade, pelo suspense que cresce ao longo dos minutos, pelo mistério e mística que envolve as personagens, pelos atores que se entregam de coração neste projecto e pela realização que é impecável.

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