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Demis Roussos. 5 curiosidades do cantor que tinha o vento como amigo

A Europa viu desaparecer na passada segunda feira um dos maiores ícones do rock progressivo e da pop. Demis Roussos não resistiu a um tumor maligno no sistema digestivo e desapareceu aos 68 anos de idade. É em muito graças a este senhor que podemos afirmar que conhecemos um cantor oriundo da Grécia, ainda que o seu apogeu tenha sido na década de 60 e 70. Quem não tem uns pais ou uns avós que cantaram, dançaram ou vibraram com alguns dos temas do cantor que tinha o vento como amigo? Como forma de homenagear o cantor que tantas alegrias deu aos nossos familiares, escolhemos cinco curiosidades que caracterizaram a carreira de Demis Roussos.

  • É dos poucos artistas gregos que conseguiu ter projeção internacional, inclusive cá

Muitos não sabem, mas o artista grego era muito popular em Portugal nos 70’s e 80’s, altura em que colocou muitos dos seus singles nos tops um pouco por toda a Europa. Se hoje em dia aquilo que se ouve no carro é um pouco à base do sertanejo brasileiro e do kizomba, back in the days os nossos pais e tios curtiam à brava com Rain and Tears, Forever and Ever ou Happy to Be on an Island in the Sun. Outros tempos…

  • Começou a carreira numa banda de rock progressivo juntamente com Vangelis

Pode parecer estranho à primeira vista, mas algumas bandas de rock e heavy metal, como por exemplo, os Opeth, citam o vocalista helénico como uma das maiores influências para as respectivas carreiras. Acontece que Demis Roussos foi, no final da década de 60’, o frontman da banda Aphrodite’s Child juntamente com Vangelis. A banda tocava rock progressivo do bom e causou sensação com clássicos como End of the World ou o genial 666.

  • O timbre da voz não correspondia à estatura física

É aceite que a voz de uma pessoa depende até certo ponto do físico da mesma. Com efeito, um indivíduo com excesso de peso será mais propenso a ter uma voz mais grave do que um outro com peso normal. Não foi, contudo, o caso de Demis Roussos. O cantor nunca foi propriamente uma pluma, mas a sua voz recheada de notas médias e agudas tornou-se uma característica inconfundível e com a particularidade do próprio nunca ter recorrido ao auto tune.

  • Fez parte do estreito grupo de artistas que esgotou o Maracanã

Foram mesmo muito poucos os cantores que encheram o famoso estádio do Rio de Janeiro. Na sua primeira atuação no Brasil, em 1972, o cantor grego juntou mais de 150 mil pessoas para assistir à interpretação de temas próprios e também dos Aphrodite’s Child. Foi, assim, o primeiro artista a esgotar o antigo complexo desportivo. Este feito apenas voltou a ser igualado na década seguinte por Frank Sinatra, em 1980.

  • Trabalhou em conjunto com Vangelis na banda sonora de Chariots of Fire

A esmagadora maioria das pessoas conhece a famosa canção que fez parte da banda sonora do filme com o mesmo nome, quanto mais não seja pelas múltiplas aplicações que a mesma tem tido ao longo dos anos. Mas certamente poucos saberão que Chariots of Fire foi composta por Vangelis com a ajuda de Demis Roussos. Os dois ex-colegas de banda fizeram um trabalho tão memorável que lhes valeu o Óscar de Melhor Banda Sonora, na cerimónia de 1982.

Artigo redigido por:
Pedro Afonso Afflalo
Pedro Bento

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