Faleceu esta manhã em Roma Anita Ekberg, a estrela do filme La Dolce Vita, aos 83 anos de idade.

A atriz estava hospitalizada desde a altura do Natal vítima de doença prolongada e estava numa cadeira de rodas há já vários anos. Segundo o seu advogado, nos últimos dias de vida Ekberg mantinha a esperança de que iria melhorar.

Nascida na Suécia em 1931, Anita Ekberg foi Miss Suécia aos 20 anos e, depois de ir para os EUA para participar no concurso Miss Universo, assinou contrato com a Universal. Foi nas filmagens de um filme desta empresa em Itália que conheceu Federico Fellini.

O realizador fez dela a protagonista de La Dolce Vita (1960). A partir daí ficou conhecido como a “deusa do sexo”, chegando mesmo a ser criticada pelo Vaticano, e tornou-se não só uma das favoritas dos paparazzi e mas também um ícone dos anos 50 e 60.

Alguns dos outros filmes mais reconhecidos da sua carreira são Férias em Paris e Safari Inesperado, onde contracenou com Bob Hope. Em Boccacio 70 voltou a ser dirigida por Fellini naquele que foi um dos seus últimos grandes papéis.

No final da década de 1970 caiu no esquecimento e parou de fazer filmes (com excepção a alguns trabalhos menores na Europa) e antes da sua morte a atriz estava na falência.

Anita Ekberg não tinha, no entanto, medo da morte, e chegou a afirmar no seu 75.º aniversário: “não sei se o inferno ou o paraíso existem, mas tenho a certeza que o inferno é mais animado.”