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A Invicta foi Charlie por dois dias

A cidade do Porto durante dois dias prestou homenagem às vítimas do massacre ocorrido na passada quarta-feira na redação do jornal Charlie Hebdo. George Wolinski, uma das vítimas com fortes ligações à cidade Invicta, foi homenageado com uma tela que cobrirá a Câmara Municipal do Porto durante uma semana como uma forma de homenagem.

Durante dois dias ergueram-se as canetas e os cartazes como uma forma de protesto pelo atentado em Paris a 7 de janeiro. No primeiro dia o Hino da Alegria de Beethoven, bem como o Le Marseillaise fizeram-se ouvir pelos Aliados. Um misterioso pano preto que cobria a torre da Câmara do Porto caiu para revelar uma calorosa homenagem a George Wolinski, cartunista francês que esteve entre as vítimas mortais do incidente. “Somos Charlie Porto.” pode-se ler na faixa na qual aparece o rosto de um homem que em vida teve fortes ligações com a cidade Invicta, tendo sido parte do juri do Porto Cartoon desde 2004.

No segundo dia as atenções estiveram voltadas para a estátua do ardina na Praça da Liberdade. O vendedor de jornais rapidamente ficou decorado com cartazes alusivos ao que aconteceu em Paris. Ao lado de uma caixa de correio foi colocada uma das capas mais conhecidas da Charlie Hebdo com uma mensagem significativa: “O amor é mais forte que o ódi0”. À frente do cartaz três velas foram acesas em memória das vítimas do atentado. Em redor eram vários os curiosos que observavam a estátua, alguns deles com um cartaz, caneta ou cravo na mão.

“A liberdade, a democracia e o jornalismo não nasceram eternos. Defendê-los é tarefa de todos. Todos os dias. Como quem cuida da humanidade na esperança de que nunca murche.” pode-se ler num dos panfletos distribuídos. Foi esse o apelo que se fez durante dois dias pela Invicta, uma cidade que durante dois dias “foi” Charlie.

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