A Câmara Municipal de Lisboa anunciou que hoje, às 17h00, se irá juntar a Paris para assinalar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado contra o jornal satírico Charlie Hebdo.

Fonte da autarquia informa que “desta forma, a nossa cidade associa-se à marcha silenciosa que a Câmara de Paris promove nas ruas da capital francesa a partir das 18h00 locais” (17 horas em Lisboa).

A Praça do Município será palco desta ação de homenagem às vítimas do atentado, que contará com a presença do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o embaixador de França e líderes de comunidades religiosas de Lisboa. A organização apela à participação de todos, porque “todos somos Charlie”.

O jornal satírico francês foi alvo de um ataque que causou 12 mortos – 10 jornalistas e dois polícias. Tudo aconteceu ontem de manhã, quando três homens de cara tapada e armados com uma kalashnikov e um caça-rocket entraram no edifício onde funcionava o jornal.

Desde então várias foram as declarações de condenação a este ato de violência, e de solidariedade para com as vítimas e familiares. António Costa considera que “foi um atentado grave à liberdade criativa, à liberdade de expressão e, por isso, uma ameaça às liberdades em todo o mundo”, lamentando a “morte de inocentes”.

Também os jornalistas portugueses não quiseram ficar indiferentes a este acontecimento e convocaram para hoje às 18h30, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, uma concentração pela liberdade da imprensa e em solidariedade para com os trabalhadores da revista Charlie Hebdo. Em declarações à agência Lusa, Marie-Line Darcy, correspondente da agência France Presse em Lisboa explicou que se trata de “uma reunião, um encontro de cidadãos e tem como objetivo chamar a atenção para a necessidade de se respeitar a liberdade de imprensa e de expressão, [e dizer] que não podemos ceder a ameaças terroristas, venham elas de onde vierem”.

O jornal Charlie Hebdo iniciou tarefas em 1969, tendo-se extinguindo anos mais tarde em 1981. Em 1992, voltou a ser editado semanalmente à quarta-feira. As caricaturas deste semanário abordam temas como a política ou a religião, adotando sempre um tom satírico e irónico. Esta publicação, alinhada à esquerda, já havia estado no centro de discórdia em 2011, depois de ter lançado um cartoon sobre o profeta Maomé.