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2015 vai ter mais 1 segundo… e a internet pode sofrer consequências

O ano de 2015 vai ser ligeiramente maior que o ano passado, isto porque este ano teremos um segundo a mais. Será no dia 30 de Junho, o mais longo do ano, que se vai dar esta alteração dado que o tempo vai bater nas 23h59min60s, que em dias normais o limite seria as 23h59min59s.

Este segundo adicional é chamado de “segundo intercalar” e a sua reposição foi anunciada ontem pelo International Earth Rotation Service (IERS). A introdução do “segundo intercalar” vai permitir que os nossos relógios não se adiantem em relação à rotação do planeta, explicou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

A explicação para esta alteração é bastante simples, apesar das suas consequências tornarem o processo mais complexo. É que os horários oficiais de cada país são controlados por relógios atómicos, extremamente exatos. Mas, se o tempo atómico é constante, já a rotação do Planeta Terra não é, pois esta sofre uma desaceleração gradual de cerca de dois milésimos de segundo por dia. Desta forma, surge então a necessidade de calibrar o tempo para que este acompanhe a rotação da Terra.

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A primeira vez que este acerto aconteceu foi em 1972 e, desde aí, já se repetiu por mais 25 vezes. Contudo, este ano o problema toma maiores proporções porque vivemos num mundo em que a tecnologia não pára de evoluir, sendo cada vez mais os computadores e redes existentes e em funcionamento.

Um segundo parece mesmo não fazer a diferença nas nossas vidas, mas esta mudança pode realmente motivar alguns problemas às empresas de tecnologia. O ano de 2012 foi o último ano em que uma alteração deste género foi feita e causou diversas perturbações. Mozilla, Reddit, Foursquare, Yelp, LinkedIn, StumbleUpon, todas estas empresas registaram falhas e problemas de conecção, pois não estavam preparadas para incluir segundos adicionais. Isto acontece porque muitos sistemas de computação usam o Network Time Protocol (NTP) que sincroniza computadores e sistemas aos relógios atómicos de todo o mundo.

Visto que não é a primeira vez que este acerto acontece, aliás é a 26ª, “as empresas já passaram por isso antes e tiveram tempo para se preparar. Basicamente todos os programas operacionais já têm um protocolo de ajuste de tempo”, comentou António Carlos Morim, coordenador de pós-graduação de Inteligência Competitiva e Marketing da ESPM-Rio. O Google, por exemplo, desenvolveu uma técnica especial para lidar com o problema. A empresa vai acrescentar gradualmente milissegundos nos seus relógios do sistema antes da chegada oficial do “segundo intercalar”.

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