Maria Capaz é a plataforma online idealizada por Iva Domingues e Rita Ferro Rodrigues, lançada na semana passada na Galeria Baginski, em Lisboa. Pretende ser um espaço de partilha“ de ideias, um espaço de afirmação da mulher e de discussão da condição feminina”.

Em pleno século XXI é legítimo e necessário falar na condição feminina e na desigualdade de género que ainda assombra a nossa sociedade. De uma causa que é global e que se arrasta há anos, Maria Capaz é o contributo português para uma real afirmação da mulher em todos os campos, dando-lhe esse mesmo poder de emancipação. E, deixando de lado a concorrência das estações televisivas a que pertencem, Iva Domingues e Rita Ferro Rodrigues uniram esforços para criarem um projeto inovador em Portugal que luta a favor da igualdade da mulher, que fala de e para mulheres.

O projeto surge com a emergência de alertar para os exemplos diários e mais comuns de discriminação, como “os ordenados para homens e mulheres que estejam na mesma posição não são iguais, há menos mulheres nos cargos de chefia, as mulheres muitas vezes têm de optar entre o trabalho e a maternidade”. Todas estas são razões válidas que pretendem justificar a criação desta plataforma.

As mentes criadoras afirmam que a adesão a este projeto foi imediata e avassaladora, com um “exército” de mulheres pronto a combater as “desigualdades profundas de que as mulheres são alvo”. Rita Ferro Rodrigues esclarece ainda que Maria Capaz não é um capricho pessoal, mas “uma plataforma feminista porque consideramos que esta é uma luta de todas as mulheres”.

Além de ser uma plataforma revolucionária de afirmação e de contestação feminina, Maria Capaz vai ser o palco de exposição de inúmeros talentos (fotografia, poesia, pintura…) a que as mulheres pretendam dar visibilidade.

CFO site foi construído com o apoio de amigos e um investimento financeiro da Padaria Portuguesa, com o qual foram feitas as primeiras entrevistas em vídeo de algumas mulheres do mundo feminino português, como Capicua (que “emprestou” o nome ao projeto) e Catarina Furtado. Para começar são 80 mulheres a colaborar. Porém, o número de participantes será tão grande quanto for o número de “Marias Capazes” em Portugal.

Esta criação conta já com a colaboração de várias figuras públicas ou de várias “Marias Capazes”, para honrar o nome, como Catarina Mira, Clara de Sousa, Rita Marrafa de CarvalhoLeonor Poeiras, Maria Elisa, Raquel Matos Cruz, Jessica Athayde, Inês Castel-Branco e Maria Rueff.

E, sendo um projeto inclusivo, apesar da predominância feminina, não fecha a porta aos homens. José Diogo Quintela é o primeiro de muitos homens a colaborarem com Maria Capaz, num espaço que lhes é totalmente reservado.

Maria Capaz não é uma só mulher, são todas aquelas mulheres que têm garra para se emanciparem e assumirem o seu papel neste mundo. Conhecidas ou anónimas, todas as mulheres são convidadas a participar e a fazer parte desta plataforma. Podem acompanhar o projeto na página oficial do Facebook e as novidades diárias no site da Maria Capaz.