Celebrar 15 anos enquanto Embaixadora da Boa Vontade das Nações Unidas para a População foi o pretexto para Catarina Furtado viajar com a Máxima até Nova Iorque. A apresentação da primeira capa do ano, a de janeiro, decorreu sábado, 20 de dezembro, no Ritz Four Seasons Hotel Lisboa, numa parceria entre a revista Máxima, a Associação Corações com Coroa e a campanha Continuamos à Espera.

2015: o ano para mudar o mundo – este foi o mote da entrevista que Catarina Furtado deu, em exclusivo, à Máxima. Nesta conversa em que fala das suas convicções, desejos e experiências enquanto Embaixadora da Boa Vontade da ONU, a apresentadora revela “jamais continuaria a atirar-me de cabeça por estas causas se não sentisse que há frutos e resultados muito concretos.”

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“Temos que acreditar que cada momento faz sempre a diferença”

A apresentação desta entrevista juntou várias personalidades do mundo da televisão, da moda e também da política, num evento cujo objectivo ultrapassava em grande medida a partilha, em primeira mão, da primeira capa de janeiro da revista, tal como referiu a apresentadora: “Eu sou apenas o pretexto, o veículo, o canal que tem como objetivo final passar a mensagem, os números da desigualdade e, sobretudo, convidar-vos a fazer parte da mudança. O convite é que sejam agentes ativos e que acreditem que cada um de nós tem o poder para construir a agenda das próximas decisões em relação ao desenvolvimento do mundo. Precisamos que a sociedade se comprometa mais, que esperneie mais!”

a03Quando há 15 anos foi convidada para o cargo que hoje assume, Catarina Furtado teve consciência do desafio que acabava de abraçar: “Foi um desafio muito difícil, com temas que eram pouco interessantes para a comunicação social, sobretudo na altura. Vim a concluir que era preciso quase fazer o pino para colocar estas prioridades nas agendas dos media.”

A parceria entre a revista Máxima e a apresentadora não se limita a esta entrevista, cujo palco foi o incomparável edifício da ONU. As crónicas semanais da apresentadora na revista, no âmbito da campanha Continuamos à Espera, nasceram com o propósito de chegar “ao coração das pessoas” e tornar assuntos como a igualdade de géneros, os direitos das crianças, saúde feminina e a educação se tornassem “urgentes”. Até porque, tal como assegurou Catarina Furtadoquanto mais informados formos, mais podemos agir”.

Campanha Continuamos à Espera

O evento contou com a presença de Alice Frade, representante da campanha Continuamos à Espera, lançada em janeiro deste ano com o objetivo de chamar a atenção de opinion makers e responsáveis políticos para o seu papel nas negociações na agenda pós-2015. “Queremos que esta agenda não esqueça aquilo que a outra esqueceu: mulheres e raparigas”.a15

Sensivelmente um ano depois, Alice Frade não tem dúvidas de que apesar do sucesso do primeiro ano – foi a campanha sobre o pós-2015 com mais adesão nas redes sociais – ainda há um longo caminho a percorrer: “Continuamos à espera de deixar de contar vítimas e mortes evitáveis, da mutilação, dos casamentos forçados, do parto sem assistência. Podemos acabar com a pobreza. Podemos implementar mecanismos de direitos humanos para todas as pessoas, sem esquecer ninguém, nem nenhuma parte do mundo”.

Catarina Furtado – Supermulher

Acho que existem supermulheres, onde eu, com toda a modéstia, estou incluída”. A afirmação é de Catarina Furtado, em entrevista à Máxima, mas ao Espalha-Factos vários foram os que confirmaram esta ideia. A apresentadora Cláudia Semedo revelou que Furtadoé uma mulher maravilhosa, é o máximo. Conseguiu que o alcance da sua beleza e do seu mediatismo tivesse a profundidade da sua beleza interior. É inegável a qualidade do trabalho que tem feito, que tem ajudado construir uma sociedade melhor. Revejo-me no trabalho dela, não tenho o alcance que ela tem, mas revejo-me”.

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Joaquim Furtado, pai da apresentadora, não escondeu o orgulho no trabalho da filha: “tenho um imenso gosto e orgulho porque partilho dos pontos de vista que ela procura defender e da prática que ela procura seguir (…) Acho admirável que ela tenha conseguido organizar-se e dedicar grande parte da sua atividade a estes objetivos. Realmente há 15 anos estas questões não eram assuntos dos quais se falasse todos os dias nos meios de comunicação. Houve um percurso longo, não apenas dela, mas no qual ela teve o seu papel e deu um apoio concreto para que as pessoas levem estes temas com a seriedade que eles merecem”.

Oliveira – a árvore para mudar o mundo

Para terminar, Catarina Furtado desafiou os presentes a enfeitarem uma oliveira, com frases, desejos ou ideias que, ao concretizarem-se, sejam “importantes para o mundo se tornar um espaço mais equilibrado do que é”. Em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, esta oliveira será plantada num local emblemático da cidade, durante o o próximo ano, ficando acessível a todos, para que continue a ser decorada com desejos.

a19A atriz e apresentadora, Cláudia Vieira partilhou com o Espalha-Factos a frase que escreveu: “a educação é a maior ferramenta que pode mudar a vida das nossas crianças”. Por sua vez, Joaquim Furtado optou por citar o poeta Almeida Negreiros: “todas as frases para salvar a humanidade já foram escritas, só falta mesmo salvar a humanidade”.

A sala Fernando Pessoa, do Ritz Four Seasons Hotel, recebeu nesta tarde amigos, colegas e familiares da apresentadora, onde se incluem os pais – Joaquim Furtado e Helena Furtado, e o marido – João Reis, num evento que contou com a atuação de Maria Ana Bobone: “Para mim foi muito fácil aceitar este desafio (…) é com muito alegria que me associo a esta causa”.

Fotografias de Catarina Veiga.