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Estão abertas as votações para “Palavra do Ano” 2014

A iniciativa da Porto Editora com o objetivo de destacar a língua portuguesa, sublinhando a importância das palavras no ano referente, está de volta para a sua quinta edição.

Os vocábulos são escolhidos  “com base em critérios de frequência de uso e de relevância assumida quer através dos meios de comunicação social e das redes sociais, quer da utilização dos dicionários da Porto Editora nas suas versões online e mobile”, segundo o comunicado de imprensa presente no site da editora em questão.

Após uma análise cuidada destes parâmetros, as palavras finalistas são as seguintes:

Banco – Quem não se recorda da polémica em torno do desmoronamento do BES? Portugal ficou colado aos ecrãs para saber quais as medidas a serem tomadas em relação a este assunto, daí que expressões como “novo banco”, “banco bom” e “banco mau” tenham passado a fazer parte do léxico comum, garantindo à palavra “banco” um lugar nesta final.

Basqueiro – Curiosamente, foi uma intervenção do ministro da economia no Parlamento que gerou curiosidade em torno deste vocábulo popular. No início de novembro, Pires de Lima criticou António Costa em relação ao aumento de taxas na área do Turismo dizendo “Que frenesim vai na bancada do Partido Socialista, que basqueiro, como se diz no norte”. Surpreendeu a opinião pública e fez com que se deixasse de dizer “vasqueiro”.

Cibervadiagem – Quem nunca foi ao facebook durante um aula ou durante o horário de expediente? Pois bem, estiveram a cibervadiar. Este termo tem sido usado cada vez mais, tornando-se num fenómeno já analisado juridicamente.

Corrupção – Culminando com a detenção de José Sócrates, ex-primeiro-ministro português, esta palavra tem sido dominante nos meios de comunicação este ano, elevando-a a finalista para Palavra do Ano de 2014.

Ébola – O surto de ébola a nível mundial criou uma grande agitação social, e esteve no centro das preocupações dos portugueses durante  todo o ano.

Legionella – Também o surto da infeção causada por esta bactéria em Portugal alarmou o país, e tornou a utilização deste vocábulo recorrente.

Gamificação – Em comunicado oficial, a Porto Editora justificou a presença desta palavra no top 10 porque “cada vez mais e em inúmeros contextos – educação, saúde, política, etc. – se faz uso de técnicas características de videojogos para resolver problemas práticos ou consciencializar ou motivar um público específico para um determinado assunto. Uma estratégia que tem o nome de gamificação”.

Jihadismo – O Estado Islâmico operou uma grande propaganda a nível mundial através dos media, pelo que este movimento ganhou relevo nos panoramas internacional e nacional.

Selfie – Provavelmente a palavra que mais dispensa apresentações. Todos as criticam, mas são poucos os que passam sem elas. Este tipo de fotografia é uma tendência nas redes sociais, e é considerado um fenómeno do culto da individualização, tornando-se representativa dos tempos modernos.

Xurdir – Palavra trasmontana que significa “lutar pela vida, mourejar”. Foi mais utilizada este ano devido ao contexto socioeconómico em que vivemos, e possivelmente porque a constante repetição de termos como “crise” ou “dificuldades” cansa o ouvido dos portugueses. Caso para dizer que há males que vêm por bem.

As votações para a sucessora de “bombeiro” (2013), “entroikado” (2012), “austeridade” (2011), “vuvuzela” (2010) e “esmiuçar” (2009) estão abertas até dia 31 de dezembro. Podes votar aqui.

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